Alemanha

Povos celtas e tribos germânicas fazem parte do início da história da Alemanha séculos antes de Cristo. A região ainda não era chamada de Alemanha, mas, sim, de Germânia (era como os romanos se referiam ao território que começava no rio Reno e ia até os Urais).

Os romanos também estiveram na região. Eles queriam expandir seus domínios, apesar de já controlarem o sul e o oeste da Europa. Tentaram chegar até o rio Elba, mas não conseguiram. Os romanos delimitaram o rio Reno como a fronteira nordeste do Império Romano, porém a região e o rio Danúbio ficaram de fora do domínio romano. Preocupados com possíveis invasões, eles construíram fortificações para defender a região de possíveis incursões de bárbaros germânicos.

A Alemanha pertenceu ao Sacro Império Romano-Germânico (962-1806), considerado o Primeiro Reich (Primeiro Império) alemão. Durante a Idade Média, a Idade Moderna e o início da Idade Contemporânea, ele englobava territórios da Europa Central (Áustria, Bélgica, Luxemburgo, Suíça, Eslovênia, Países Baixos, República Tcheca, Liechtenstein, além de partes da Polônia, França e Itália). O Império era formado por reinos, condados, ducados, principados, entre outros.

Carlos Magno é reconhecido como sendo o primeiro Sacro Imperador Romano, tendo sido coroado no ano de 800 a.C. No entanto, a linha contínua de imperadores é muito extensa tendo começado com Otão I (962-967). Foram 43 imperadores de 962 até 1806. Entre todos os imperadores, citam-se Conrado II (1027–1039), Henrique III (1039-1056), Henrique IV (1084-1105), Henrique V (Frederico I da Germânia (1152-1190), Frederico II (1220-1250), Maximiliano I de Habsburgo (1508-1519), Carlos V (1530–1556), Fernando III (1637–1657) e Francisco II (1792–1806).

Em 1806, durante as Guerras Napoleônicas comandadas por Napoleão Bonaparte na Europa Central, foi dissolvido o Sacro Império Romano-Germânico. A decisão foi tomada por Francisco II, o último Sacro imperador. Afinal, Napoleão já havia atacado e derrotado a Áustria e a Prússia.

Após a vitória de Napoleão, em 1806, foi criada a Confederação do Reno, que reunia dezesseis estados alemães. No entanto, em 1813, a confederação foi dissolvida. Isto porque começaram as guerras de liberação do poderio francês, aproveitando o momento, já que ao enfrentar o Império Russo, Napoleão foi derrotado, em 1812. Assim, na Batalha das Nações, na cidade alemã de Leipzig, em 1813, o exército napoleônico era derrotado pelos exércitos de Rússia, Prússia, Áustria e Suécia. Desta forma, terminava o controle da França sobre a Alemanha.

Com a queda de Napoleão Bonaparte, e visando o redesenho do mapa político europeu, em 1814 foi realizado o Congresso de Viena. Durante as discussões ficou estabelecida a fundação da Confederação Germânica. Os 39 estados soberanos ficaram sob a hegemonia da Áustria. No entanto, com o passar dos anos já não agradava a ordem política e social imposta pelo Congresso de Viena. Por isso, eclodiu a Revolução de Março, em 1848, nos estados alemães. A revolta não obteve êxito.

A Confederação Germânica somente foi dissolvida em 1867, sendo substituída pela Confederação da Alemanha do Norte. Desta vez quem liderava era o reino da Prússia, sob o comando de Guilherme I da Prússia. Essa Confederação existiu até 1871, quando os estados alemães se uniram para criar o Império Alemão, chamado de o Segundo Reich (Segundo Império), entre os anos de 1871 a 1918. O Reino da Prússia era o poder soberano. A Áustria foi excluída da Confederação.

Otto von Bismarck foi o primeiro Chanceler do Império Alemão e o grande nome deste período do governo. O nacionalismo e o militarismo foram duas de suas bandeiras. Sob seu governo, a Prússia entrou em guerra contra a Dinamarca e o Império Austro-Húngaro, além da Guerra Franco-Prussiana (1870-1871), quando o Segundo Império Francês liderado por Napoleão III enfrentou o Reino da Prússia. Os alemães saíram vitoriosos e o país seria unificado pela primeira vez (com exceção da Áustria), enquanto que na França era sinalizado o fim do sistema monárquico.

A Alemanha foi uma das “protagonistas” da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), mas saiu derrotada. Antigas alianças políticas e militares entre países foram determinantes para mostrar de que lado eles iriam lutar. De um lado, estavam os países aliados formados pela Tríplice Entente (Rússia, França e Reino Unido) em 1907. Do outro, os países da Tríplice Aliança (Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália) formada em 1882. Essas alianças se mantiveram.

Mas, como o conflito começou? Ele teria sido iniciado a partir do assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, príncipe do Império Austro-Húngaro. Ele estava em visita à Sarajevo (Bósnia-Herzegovina) quando foi morto por um jovem que integrava a organização terrorista Mão Negra, ligada supostamente ao governo sérvio, que era contra a influência da Áustria-Hungria na região dos Balcãs, proposta defendida por Francisco Ferdinando. Aliás, esse foi o motivo da ida do arquiduque à Sarajevo: apresentar uma proposta para a região dos Bálcãs, que ficaria sob a influência de um governo formado por austríacos, húngaros e eslavos.

A Sérvia não se mostrou muito disposta a solucionar o caso do assassinato de Francisco Ferdinando, apesar da pressão exercida pela Alemanha e a Áustria-Hungria, e se aliou à Rússia. Sem chegar a um acordo, a Alemanha e o Império Austro-Húngaro declararam guerra à Sérvia em 28 de julho de 1914. Em contrapartida, todos os países integrantes da Tríplice Aliança e da Tríplice Entente se envolveram no conflito, dando início à Primeira Guerra Mundial.

Com a entrada dos Estados Unidos no confronto, em 1917, ao lado da Tríplice Entente, os países aliados da Tríplice Aliança foram derrotados. Os países que perderam a guerra tiveram que assinar o Tratado de Versalhes (1919) que encerrava oficialmente a Primeira Guerra Mundial. Pelo documento, a Alemanha, que sofreu punições como os outros países perdedores, teria que pagar pelos prejuízos de guerra, indenizando os países vencedores. O país também perdeu vários territórios para a França, Polônia, Bélgica e Dinamarca e viu seu poderio militar ser reduzido drasticamente.

Para a Alemanha, a derrota foi uma humilhação. Além do mais, com o final da guerra chegava ao fim o Império Alemão. O imperador alemão, rei da Prússia, Guilherme II teve que abdicar e se exilar. Também a monarquia chegava ao fim.

Após a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha vivia sob o governo da República de Weimar (1919-1933), uma república parlamentar com regime democrático que teve o seu capítulo final em 1933, quando Adolf Hitler assumiu o governo na Alemanha e implantou o Nazismo. Hitler se aproveitou da insatisfação dos alemães com a República de Weimar e do sentimento de orgulho ferido devido ao Tratado de Versalhes para implantar o seu governo autoritário. Começava ali o Terceiro Reich (Terceiro Império), que durou de 1933 a 1945.

Ditador, Hitler passou a governar a Alemanha, sendo o presidente do Terceiro Império, após a morte de Paul von Hindenburg, presidente da Alemanha entre 1925 e 1934. Aliás, foi Hindenburg quem nomeou inicialmente Adolf Hitler como Chanceler da Alemanha.

No poder, Hitler passou a desafiar o Tratado de Versalhes, e a investir pesado no rearmamento da Alemanha, além de ter reintroduzido o serviço militar obrigatório no país. Ele também violou o acordo ao reocupar a zona desmilitarizada na Renânia em 1936, uma região localizada a oeste da Alemanha. Nem França nem Inglaterra que saíram vitoriosos na Primeira Guerra Mundial reagiram às atitudes de Hitler. E ele seguiu em frente.

Em 1938, Hitler conseguiu concretizar um dos seus sonhos: a anexação da Áustria à Alemanha. O Império Alemão se expandia. Mais uma vez, não houve contestação por parte das potências ocidentais. Depois, foi a vez da Tchecoslováquia ser invadida pelos alemães. Já em 10 de março de 1939, o exército alemão entrou em Praga. A invasão da Polônia pela Alemanha Nazista foi o estopim para o início da Segunda Guerra Mundial em 1º de setembro de 1939.

Itália e Japão eram aliados da Alemanha e formavam a Aliança do Eixo, enquanto que os países formados por Estados Unidos, União Soviética e o Reino Unido fizeram parte das Potências Aliadas. Ao longo do conflito, muitos outros países combateram ao lado dos países aliados, inclusive a União Soviética que foi invadida por Hitler em 1941, após o ditador ter firmado um pacto de não-agressão nazi-soviético pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial.

A Segunda Guerra Mundial durou até 1945, quando as forças aliadas derrotaram os alemães.  Era o fim da Alemanha Nazista.

Ao constatar que suas tropas estavam sendo derrotadas, Hitler, que promoveu o assassinato em massa de judeus (Holocausto), se refugiou em um bunker, em Berlim. Em 30 de abril de 1945, Hitler, e sua amante, Eva Braum, se suicidaram.

Com a vitória dos aliados, mais uma vez a Alemanha era derrotada. Desta vez, porém, as consequências seriam bem diferentes. Em 1949, o país foi dividido em duas partes: Alemanha Ocidental (capitalista), oficialmente chamada de “República Federal da Alemanha” e Oriental (socialista), oficialmente conhecida como “República Democrática Alemã”.

Durante 41 anos os alemães ficaram divididos. Mas, em 3 de outubro de 1990, com a queda do Muro de Berlim e a crise do socialismo, finalmente as duas “Alemanhas” voltaram a se unir, com a incorporação da antiga República Democrática Alemã (RDA) ao território da República Federal da Alemanha (RFA).

Hoje, a Alemanha é um país democrático e pertencente a União Europeia.

Confira os monumentos da Alemanha:

Portão de Brandemburgo

Localização: Continente europeu
Capital: Berlim
Idioma: Alemanha
Moeda: Euro
Sistema de Governo: República parlamentarista (Presidente + Chanceler)
Área: 357.051 km²
Principais Cidades: Berlim, Hamburgo, Munique, Frankfurt, Stuttgart, Colônia, Dusseldorf, Bonn, Dresden, Nuremberg, Hanover, Dortmund, Leipzig
Número da população alemã (2011): 81 milhões (Fonte: Departamento Federal de Estatísticas)
Países de fronteira com a Alemanha: Dinamarca (norte), Polônia e República Tcheca (oeste), Áustria e Suíça (sul), França, Luxemburgo, Bélgica e Países Baixos (leste)
Código telefônico internacional: + 49
Sufixo de internet: .de

À título de curiosidade, algumas expressões em alemão:

Guten Morgen – Bom dia
Guten Tag – Boa tarde
Guten Abend – Boa noite

Bitte – Por favor
Danke – Obrigado
Vielen Dank – Muito obrigado

Bis morgen – Até amanhã
Tschüss – Adeus

Glückwünsch – Parabéns
Ja – Sim
Neim – Não
Entschuldigen Sie – Com licença

Ich danke Ihnen vielmals – Te agradeço muito!

Bis später! – A gente se vê!
Freut mich Dich kennengelernt zu haben – Prazer em te conhecer.
Pass auf Dich auf! – Se cuida!

Wie heißen sie? – Como você se chama?
Mein Name ist – O meu nome é
Wie geht es Dir? – Como você está?
Hallo! Wie geht’s? – Oi, como você está?

Wo – Onde
Wie – Como
Wer – Quem
Was – O quê

Wie viel kostet das? – Quanto custa isto?
Wie spat ist es? – Que horas são?

Ich spreche nicht Deutsch – Eu não falo alemão

Gute reise! – Boa Viagem!