Brasil

A história oficial do Brasil começa com a chegada dos portugueses ao país, em 1500. Mas, eles não foram os primeiros habitantes. Estima-se que cerca de dois milhões de índios já viviam em terras tupiniquins, espalhados de norte a sul. Eram diversas nações indígenas, formadas por grupos étnicos como tupi-guarani, tupinambás, guaranis, e muitos outros. O contato dos índios com os portugueses fez com que eles influenciassem o modo de viver dos colonizadores, como, por exemplo, na alimentação, na caça, na pesca e no idioma, entre outras.

Mas, voltemos ao processo de colonização do Brasil. Os portugueses eram grandes navegadores e, ao tentar encontrar o caminho das Índias, a comitiva liderada por Pedro Álvares Cabral acabou chegando ao litoral do sul da Bahia.

O início do processo de colonização da terra recém-descoberta só foi iniciado em 1530, ou seja, foi o período que ficou conhecido como sendo o Brasil Colônia. Os portugueses decidiram que a melhor forma de administrar o território era através de capitanias hereditárias, assim, coube a membros da nobreza, através da doação de lotes de terra, a colonização e exploração de áreas no país. Foi portanto, durante o período colonial, do século XVI até o século XVIII, que o sistema de capitanias hereditárias vigorou no país. Um governo-geral foi instituído em 1548. Durante o Brasil Colonial, muitas rebeliões ocorreram no país, sendo a mais famosa a Inconfidência Mineira, revolta desencadeada contra o pagamento de impostos atrasados.

Devido à guerra travada entre as tropas portuguesas e as de Napoleão Bonaparte, da França, a coroa portuguesa decidiu se transferir para o Brasil. E eis que, em 1808, a Família Real Portuguesa desembarcava no país, capitaneada por Dom João de Bragança e sua família. Ao chegar, Dom João integrou o Brasil ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

A fase do Brasil Império, ou Período Imperial, teve início em 1822. Foi no dia 7 de setembro de 1822 que o Príncipe Regente do Brasil, Dom Pedro de Alcântara e Bragança (futuro imperador Dom Pedro I do Brasil) declarou a independência do Brasil de Portugal, às margens do Rio Ipiranga, em São Paulo, quando bradou: “Independência ou Morte!”. Nascia, assim, o Império do Brasil.

Coroado imperador do Brasil, Dom Pedro I reinou até 1831, quando abdicou da Coroa passando-a ao seu filho, Dom Pedro de Alcântara, que tinha apenas cinco anos. Aos 14 anos, Dom Pedro de Alcântara teve sua maioridade declarada, em 1840. No ano seguinte, ele foi coroado o imperador Dom Pedro II. Começava aí o que se denominou o Segundo Reinado. Foi ainda no Período Imperial que foi abolida a escravidão no Brasil, quando em 13 de maio de 1888, a princesa D. Isabel de Bragança, filha de Dom Pedro II, assinou a Lei Áurea. Sem receber indenização do Império pela liberdade dos escravos, os proprietários de escravos se voltaram contra o regime, dando abertura para o retorno da República.

Pouco mais de um ano após a libertação dos escravos, em 15 de novembro de 1889, o marechal Manuel Deodoro da Fonseca proclamou a República. A partir daí, teve início a chamada República Velha, que só terminou com a chegada de Getúlio Vargas à presidência, em 1930, após a Revolução de 30. Depois, veio a Era Vargas e o Estado Novo, que vigoraram até 1945. Com a renúncia forçada de Getúlio Vargas, inicia-se um novo período que foi denominado de República Nova.

João Goulart era o Presidente do Brasil quando foi deposto pelo Golpe Militar de 31 de março de 1964. O Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, decretou o acirramento das atitudes dos militares, já que o AI-5, como ficou conhecido, estabeleceu o fechamento do Parlamento e a cassação dos direitos políticos.

O regime militar durou 30 anos, até 1985 quando foram realizadas as primeiras eleições presidenciais. Foi a volta da República, sistema de governo que temos até hoje. Em 1988, foi eleita uma Assembleia Nacional Constituinte para promulgar uma nova Constituição, que vigora até os dias atuais.

Confira os monumentos do Brasil:

Cristo Redentor
Pão de Açúcar
Arcos da Lapa
Teatro Municipal do Rio de Janeiro 
Monumento aos Pracinhas
Museu da Língua Portuguesa
Museu de Arte de São Paulo – MASP
Monumento às Bandeiras
Estação da Luz
Elevador Lacerda
Memorial Ucraniano
Museu Mineiro – BH
Monumento aos Heróis de Laguna e Dourados
Monumento ao General Osório – Rio de Janeiro
Museu Oscar Niemayer
Museu dos Brinquedos – BH
Palácio Guanabara
Casa Fiat de Cultura
Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte
Centro de Arte Popular – Cemig/BH
Monumento ao 2 de Julho
Palacio Cristo Rei
Museu do Futebol -SP
Museu Casa de Cora Coralina
Casa de Cultura Mario Quintana
Palácio do Planalto
MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal
Torre de TV – DF

Localização: Continente americano, na América do Sul
Capital: Brasília
Idioma: Português
Moeda: Real
Sistema de Governo: República presidencialista
Área: 8.515.767 km²
Principais Cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Manaus, Porto Alegre, Florianópolis, São Luís, Recife, Fortaleza
Número da população brasileira (2013): 200,4 milhões (Fonte: Banco Mundial)
Países de fronteira com o Brasil: Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. O Brasil somente não faz fronteira com o Chile e o Equador, os únicos países da América do Sul com os quais não temos fronteira.
Código telefônico internacional: + 55
Sufixo de internet: .br

À título de curiosidade, algumas expressões que são faladas no Brasil:

Norte
Égua de largura – Muita sorte
Gaiato – Pessoa cheia de gracinhas
De rocha – Palavra ou assunto com convicção
Miudinho – Pequeno
Paga uma aí – Paga uma bebida
Vigia bem – Preste muita atenção
Popudinho – Pessoa alcoólatra
Zé ruela – Abestado, besta
Levou o farelo – Morreu
Teú – Lagarto
Umborimbora? – Vamos embora?
Essa é da grife do varal – Roupa roubada

Nordeste
Amofinado – Aborrecido
Fez mal – Engravidou alguém
Azuretado – Confuso
Botar as barbas de molho – Tomar as devidas precauções
Cafuringa – Coisa muito pequena
Pastorar – Vigiar
Fastiado – Sem fome
Estrambólico – Esquisito, extravagante
Fuzuê – Barulho, confusão
Guenzo – Magro, esquelético
Balaio de gato – Desorganização, confusão
Jerimum – Abóbora
Varapau – Homem alto
Cão chupando manga – Pessoa muito feia
Macambúzio – Tristonho, pensativo
Rebole no mato – Jogue fora
Caxaprego – Lugar muito distante
Sustança – Força, vigor

Centro-Oeste
Empatar – Atrapalhar
Patife – Mole, tímido, medroso
Azangar – Estragar-se
Malemá – Mais ou menos
Abiscoitar – Receber dinheiro, herdar
Arrodiar – Rodear
Arruinou – Piorou de saúde
Borracho – Bêbado
Não dar conta – Não conseguir fazer alguma coisa
Ar de vento – Dor nas costas
Tá chovendo duro – Chover torrencialmente
Azagaia – Arma de caçar onça, como uma forca
Armar malquerença – Contrair inimizades, provocar aversões
Sair da brasa e cair na labareda – Sair de uma situação má para uma pior
Roncar o pau ou a lenha – Haver briga, pancadaria

Sudeste
É fria – É perigoso
Maneiro – Legal, show de bola
Da hora – Legal, maneiro
E aí, truta? – Como vai você?
Larica – Fome
0800 – Grátis
Como vai a maré? – Como vai a vida, ou as coisas da vida
Oh muito – Pouco
Oh pouco – Muito
Oh longe – Perto
Oh perto – Longe
Meu – Palavra que pode significar pessoa ou apenas ser uma expressão
Uai – Indica surpresa, espanto, dúvida, hesitação
Arredar – Tirar algo ou alguém de onde está
Já é! – Quando uma pessoa concorda com o que o outro acabou de falar
Gastura – Incômodo
Mermão (masculino) – Meu irmão
Marombado – Pessoa viciada em musculação, musculoso
Pela-saco – Pessoa chata, puxa-saco, baba-ovo
Paga pau – Admirar algo ou alguém
Quebrado – Sem dinheiro
Night, Balada – Sair à noite para se divertir
Dar um rolê – Dar um passeio, volta
Tá ligado? – Tá atento? Tá sabendo?

Sul
Campo santo – Cemitério
Guacho – Animal ou pessoa criada sem mãe ou sem leite materno
Guri – Menino
Lindeiro – Ao lado de, vizinho
Solito – Sozinho, isolado
Alçar a perna – Montar a cavalo
Maleva – Bandido, malfeitor
Jogar o pelego – Arriscar-se, expôr-se a algum perigo
Relho – Chicote pequeno com cabo de madeira e cabo torcido
Olada – Ocasião, oportunidade
Embretar-se – Meter-se em apuros
Tirana – Cantiga e dança popular, acompanhada de viola
Dobrar o cotovelo – Beber