Espanha

Antes dos romanos, os povos celtas, fenícios, gregos e cartagineses habitaram a Península Ibérica. Aliás, foram os romanos que expulsaram os cartagineses da região, tendo, posteriormente, dividido o território ibérico em: Hispânia Citerior e Hispânia Ulterior. Isso ocorreu na década de 200 a.C.

A região foi invadida ainda por povos bárbaros, como suevos (povo germânico), no ano de 409, e visigodos, em 412. Os mouros, que dominavam o norte da África, também chegaram até a Península Ibérica. Além de haver uma luta territorial, havia uma luta religiosa entre o islã, religião dos mouros, e o catolicismo, religião predominante na Península Ibérica.

A fase conhecida como Reconquista marcou a expulsão dos invasores árabes e a recuperação da região pelos ibéricos. Isso ocorreu no século VIII.

A conquista pelos cristãos ibéricos foi feita de forma gradual. O último reduto mouro a ser retomado foi Granada. Isso aconteceu no reinado de Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão, em 1492, o mesmo ano do descobrimento da América por Cristóvão Colombo. Finalmente, a Espanha estava reunificada.

Aliás, a união da rainha Isabel I de Castela com o rei Fernando II de Aragão, em 1469, fez com que fosse criado o Reino da Espanha. A partir de então, foram lançadas as bases para o Império Espanhol.

Juntamente com Portugal, a Espanha liderava o protagonismo no âmbito das explorações marítimas. A viagem de Cristóvão Colombo à América foi uma das mais importantes conquistas espanholas. Isto porque até então os europeus somente conheciam os territórios formados pela Europa, África e Ásia. Tendo chegado à América, os espanhóis foram se expandindo, colonizando novas terras. No entanto, as conquistas foram à base de muitas lutas e sangue derramado. Povos indígenas foram reprimidos e dizimados, assim como as antigas civilizações Maia (Guatemala, Honduras e Península de Yucatán – região sul do atual México), Inca (atuais Peru, Bolívia, Chile e Equador) e Asteca (cidade de Tenochtitlán, atual Cidade do México).

Como a rivalidade ultramarina entre Portugal e Espanha era muito intensa, os dois decidiram assinar um acordo, dando origem ao Tratado de Alcáçovas, em 1479. Portugal ficava com as ilhas da Madeira e dos Açores, além dos territórios conquistados ou a serem conquistados ao sul das ilhas Canárias. Pelo acordo, o país também desistia da disputa pelo trono de Castela. Já a Espanha teria o domínio das ilhas Canárias.

Cristóvão Colombo desembarcou na América, em 1492, em terras portuguesas, porém reivindicou as terras para o reino espanhol. Surgiu aí um novo conflito. Assim, em 1494, outro acordo foi assinado entre os reinos de Portugal e Espanha. Desta vez, o Tratado de Tordesilhas definia por completo as áreas que deveriam ficar sob domínio de Portugal e Espanha. Foi definida uma linha de demarcação a 370 léguas a oeste do arquipélago de Cabo Verde. À Espanha coube as terras do lado ocidental, e à Portugal as do lado oriental.

O Império Espanhol (entre os séculos XVI e XX), porém, não se restringiu somente à América. Ele se expandiu para o norte da África, ilhas na região Ásia-Pacífico e territórios na Europa. Partes de regiões da França, Alemanha, Luxemburgo, Países Baixos e Bélgica já foram domínio espanhol.

O auge do Império Colonial Espanhol ocorreu durante a dinastia dos Habsburgos, época em que o Rei da Espanha era simultaneamente o Rei de Portugal. No entanto, foi também durante esse tempo que aconteceu o declínio da dinastia dos Habsburgos após a morte de Carlos I, em 1556. Isto porque o reino foi dividido, ficando a Espanha e os Países Baixos de um lado, e o Sacro Império do outro.

Sob o comando da Espanha, o rei Filipe II (1556-1598) tomou algumas medidas que não foram bem aceitas posteriormente. Ele, por exemplo, uniu a coroa de Portugal com seus territórios ultramarinos e aumentou a sua expansão em territórios na América. Por causa dessa expansão, convencionou-se chamar a Espanha de União Ibérica, período em que o país era a maior potência econômica do mundo.

É claro que as atitudes de Filipe II não agradaram a todos. E, em 1640, Portugal se declarou independente da Espanha. Mais tarde, outras independências ocorreram. Em 1648, por exemplo, foi a vez dos Países Baixos terem sua independência reconhecida pelos espanhóis após o fim da Guerra dos Oitenta Anos.

A morte do rei Carlos II (1665-1700), da dinastia Habsburgo, trouxe muita confusão para a Espanha. Ele não tinha deixado herdeiros e, por isso, iniciou-se a Guerra da Sucessão Espanhola, entre 1702 e 1714. Filipe V já havia sido coroado rei (1700-1749), quando começou a guerra. Foi ele quem deu início à dinastia Bourbon.

Depois vieram Fernando VI (1746-1759), Carlos III (1759-1788) e Carlos IV (1788-1808), além de outros reis e até uma rainha, Isabel II de Espanha (1883-1868). Foi no reinado de Carlos IV que Napoleão Bonaparte invadiu a Espanha e colocou seu irmão, José Bonaparte no poder.

No século XIX, a maioria das colônias espanholas na América conseguiu a independência. Foi também nessa época que aconteceu a Guerra Peninsular (1807-1814), quando os aliados do Império Espanhol, de Portugal e do Reino Unido lutaram contra o Império Francês de Napoleão. Já em 1898, a Espanha se envolveu na Guerra Hispano-Americana com os Estados Unidos. O resultado foi a perda da soberania sobre Cuba, além de ceder para os Estados Unidos os territórios de Porto Rico, Guam e as Ilhas Filipinas.

Com a abdicação do rei Amadeu I de Saboia (1873), devido a uma série de dificuldades durante o seu reinado, foi proclamada a Primeira República Espanhola. Ela durou onze meses, e teve quatro Presidentes.

A fragilidade da República abriu caminho para a volta dos Bourbons, representado pelos reinados de Afonso XII e Afonso XIII.

Em 1923, a Espanha sofreu um golpe de estado liderado pelo capitão Miguel Primo de Rivera. Entre os motivos de descontentamento e das revoltas sociais está o fato de que a Espanha havia perdido colônias importantes como Puerto Rico, Cuba e Filipinas. O mais interessante é que Primo de Rivera tinha a proteção do rei Afonso XIII. Por isso, houve um movimento por parte dos partidos políticos para se rebelarem contra o rei. Afonso XIII acabou renunciando à chefia do Estado.

A ditadura de Primo de Rivera durou sete anos (1923-1930). Depois, ele foi substituído pelo general Dámaso Berenguer (1930-1931), que governou através da chamada Dictablanda (ditadura branda). Posteriormente, veio Juan Bautista Aznar-Cabañas (1931), o último governante da monarquia de Afonso XIII da Espanha. Já o rei Afonso XIII se exilou em 1931, dando fim à dinastia dos Bourbons no país.

Logo após o fim dos Bourbons, foi proclamada a Segunda República na Espanha, em 14 de abril de 1931, mesmo dia em que Afonso XIII decidiu pelo exílio. Somente neste ano, dois governantes estiveram no poder por duas vezes cada um: Niceto Alcalá-Zamora e Manuel Azaña.

A instabilidade política e os conflitos internos culminaram com a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Com a vitória de um grupo nacionalista, o general Francisco Franco chegou ao poder. Começava ali um período sob o domínio ditatorial na Espanha.

Francisco Franco é quem estava no comando do país quando foi iniciada a Segunda Guerra Mundial. Neste conflito, a Espanha ficou neutra, mas demonstrava simpatia pela Alemanha nazista e a Itália fascista.

A democracia somente foi restaurada após a morte de Francisco Franco, em 1975. A partir de então, Juan Carlos I de Bourbon assumiu o trono espanhol e foi designado também chefe de Estado. Atualmente, Felipe VI é o rei da Espanha, após seu pai, Juan Carlos I abdicar do trono em 2014, em favor do seu filho.

Hoje, no século XXI, a Espanha continua sendo uma monarquia parlamentarista. Ou seja, o país tem um rei e também um chefe de governo. Por ser uma monarquia hereditária, a sucessão somente pode ocorrer de duas formas: quando morre o predecessor ou quando o rei abdica ao trono. No país, o rei é também o chefe de estado. Já o governo é chefiado pelo primeiro-ministro.

Confira os monumentos da Espanha:

Puerta de Alcalá
Monumento a Cervantes

Localização: Continente europeu
Capital: Madri
Idioma: Espanhol (oficial), mas também se fala basco, catalão, valenciano e galego.
Moeda: Euro
Sistema de Governo: Monarquia parlamentarista
Área: 504.645 km²
Principais Cidades: Madri, Barcelona, Valência, Sevilha, Zaragoza, Bilbao, Granada, Gibraltar, Córdoba, Málaga, Vigo, Astúrias
Número da população espanhola (2015): 47.645.973 (Fonte: Country Meters)
Países de fronteira com a Espanha: Portugal (oeste), França (norte) e Andorra
Código telefônico internacional: + 34
Sufixo de internet: .es

À título de curiosidade, algumas expressões espanholas:

Buenos días – Bom dia
Buenas tardes – Boa tarde
Buenas noches – Boa noite

¡Hola! ¿Qué tal? – Olá!
¿Cómo estás? – Como estais?
¿Qué hay? – O que há?

¡Hasta mañana! – Até amanhã
¡Adiós! – Adeus
¡Adiós y… buen viaje! – Adeus e boa viagem

¡Salud! – Saúde
¡Suerte! – Sorte
Gracias – Obrigada

¡Feliz Navidad! – Feliz Natal
¡Feliz Navidad y próspero Año Nuevo! – Feliz Natal e próspero Ano Novo

A mí me deja frío – Me é indiferente / não me afeta
A regañadientes – Contra a vontade
De mala gana – De má vontade
Estar hecho polvo – Estar cansado

Hablar por los codos – Falar pelos cotovelos
Hacer los honores – Fazer as honras da casa
Jugar con dos barajas – Fazer jogo duplo