Estados Unidos

A descoberta da América e, mais precisamente, dos Estados Unidos se deu com a chegada de Cristóvão Colombo, navegador e explorador genovês, ao continente americano, em fins do século XV. Ele estava a serviço da realeza da Espanha, e procurava um caminho para a Índia. E quando chegou, encontrou diversas tribos nativas que viviam na região, ou seja, grupos indígenas como apaches, siousx, iroqueses, algonquinos, havaianos, esquimós, entre outros.

Mas, não foram somente os espanhóis que se interessaram por aquelas terras. Franceses, ingleses e holandeses também aportaram por lá. Os espanhóis exploravam a Flórida, Arizona, Califórnia, Texas, Novo México; os franceses, o Mississipi; os ingleses elegeram a Virgínia como a primeira colônia britânica, e os holandeses se fixaram em Nova Amsterdã. Só que os ingleses tomaram Nova Amsterdã no século XVII e a rebatizaram como Nova York.

No século XVIII, já havia um grande número populacional nas Treze Colônias britânicas. E elas continuavam se expandindo assim como as colônias francesas. Mas, essa expansão acabou ocasionando um conflito entre britânicos e franceses que disputavam a mesma região, que ia dos Apalaches até o Rio Mississipi. Foram sete anos de guerra. E até as tribos indígenas entraram no confronto, tanto do lado dos britânicos quanto dos franceses. Com a vitória do Reino Unido, em 1763, os britânicos anexaram todos os territórios franceses localizados a oeste do Rio Mississipi. Já New Orleans, tornou-se colônia espanhola.

As Treze Colônias britânicas tinham uma certa autonomia, só que como o Reino Unido gastou muito dinheiro com a guerra, fazendo com que a relação entre os colonos americanos e britânicos começasse a se deteriorar, já que entre as medidas tomadas pelo Reino Unido estava o aumento de impostos. É claro que os americanos não gostaram nada da ordem e, por isso, começaram a se rebelar. Os colonos americanos passaram então a não mais comprar produtos britânicos vendidos nas Treze Colônias.

Esse desentendimento entre britânicos e colonos americanos acabou resultando na declaração de guerra da independência pelas colônias em 1775. No ano seguinte, em 4 de julho de 1776, foi declarada pelo Segundo Congresso Continental a Independência dos Estados Unidos da América. No entanto, somente sete anos depois, ou seja, em 1783 é que a Inglaterra reconheceu a independência.

A partir de então, os Estados Unidos começaram a se expandir até o Pacífico. E às custas da morte de milhares de indígenas.

Havia, porém, uma cisão interna. A região do norte era industrializada e mais desenvolvida do que a do sul, cuja predominância era o sistema agrário. Enquanto que no norte a intenção era acabar com a escravidão, o sul nem pensava nessa hipótese, pois era muito dependente da mão de obra escrava. Essa divergência de opiniões fez com que o sul optasse pela separação. Na época, o presidente era Abraham Lincoln, defensor da abolição. O resultado dessa discordância foi a guerra civil entre os anos de 1861 e 1865. Estima-se que entre 600 mil a 700 mil americanos tenham morrido. Ao final da guerra, a escravidão foi abolida.

Após o fim da guerra civil, os Estados Unidos continuaram anexando territórios, como o Havaí, Cuba, Porto Rico e Filipinas.

O século XX começou com a entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial, cujo início foi em 1914. No entanto, os norte-americanos somente entraram no conflito em 1917 quando se uniram aos Aliados.

Após um período de prosperidade na década de 1920, os Estados Unidos tem um período de grande recessão econômica a partir da quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, originando o que se chamou de a Grande Depressão.

Outro momento marcante na história dos Estados Unidos foi a entrada do país na Segunda Guerra Mundial. Isso ocorreu após os japoneses atacarem o porto de Pearl Harbor, no Havaí. A partir de então, os Estados Unidos foram combater os japoneses, italianos e alemães ao lado dos britânicos e soviéticos. Após o fim da Segunda Guerra Mundial (decretada com a rendição dos japoneses após os EUA lançarem bombas atômicas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki), os antigos inimigos  – Alemanha e Japão – receberam ajuda financeira dos países aliados, Estados Unidos incluso, para a reconstrução.

A Guerra Fria entre Estados Unidos, liderando o bloco capitalista, e a antiga União Soviética (URSS), comandando o bloco comunista, foi outro marco na história dos norte-americanos. Foi desta forma – de um lado capitalistas, de outro comunistas – que o mundo se dividiu após a Segunda Guerra Mundial. Foram longos anos de instabilidade mundial, de uma “guerra” nos campos político, militar (corrida armamentista), econômico, social, tecnológico, e que durou de 1945 até 1991. Com a queda do Muro de Berlim que dividia a Alemanha entre Ocidente e Oriente, cai também a hegemonia da URSS, e os Estados Unidos passam a ser a única superpotência mundial.

No século XX, os Estados Unidos ainda enfrentaram muitas guerras. Entre 1958 e 1975, os EUA participaram da Guerra do Vietnã e foram derrotados. O país também ajudou na promoção de golpes militares, financiando grupos guerrilheiros com o intuito de derrubar o poder local e não deixar a instalação do comunismo em países da América Latina, por exemplo. Outro conflito marcante foi a Guerra do Golfo, em 1991, quando os Estados Unidos juntamente com forças de uma coalizão internacional entraram no Kuwait, que havia sido ocupado pelos iraquianos, liderado pelo ditador Saddam Hussein. Desta vez os norte-americanos obtiveram sucesso e as tropas iraquianas foram expulsas do Kuwait.

Hoje, uma das maiores lutas dos norte-americanos é contra o terrorismo mundial, principalmente após os ataques de 11 de setembro de 2001, quando dois aviões foram lançados pelo grupo terrorista Al-Qaeda contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Um terceiro avião colidiu contra o Pentágono, em Washington, enquanto que um quarto avião foi derrubado pelos terroristas na Pensilvânia, após os passageiros terem se rebelado e tentado controlar a aeronave.

Confira os monumentos dos Estados Unidos:

Estátua da Liberdade
Museu de Arte Moderna de Nova Iorque – MoMA

Localização: Continente americano, na América do Sul
Capital: Washington D.C.
Idioma: Inglês
Moeda: Dólar
Sistema de Governo: República presidencialista
Área: 9.371.175 km²
Principais Cidades: Washington, Nova Iorque, Los Angeles, Chicago, Houston, São Francisco, Filadélfia, Boston, Filadélfia, Detroit, Dallas
Número da população norte-americana (2014): 318,4 milhões (Fonte: Trade Economics)
Países de fronteira com os Estados Unidos: Canadá e México
Código telefônico internacional: +1
Sufixo de internet: .us

À título de curiosidade, algumas expressões/gírias em inglês norte-americano:

What’s up – E aí? Como vai?
My bad – Me desculpa, foi mal (informal)
Cool – Legal
Hit the spot – Algo muito bom
Da bomb – Excelente, o melhor

It´s up to you – Depende de você
Hit the road – Hora de ir embora
Crash – O mesmo que ir dormir na casa de outra pessoa.

Hang out – Passar o tempo com amigos, sem fazer nada de especial
To hit the road – Cair na estrada
In a nutshell – Em poucas palavras

Homey – Grande amigo
Backstabber – Falso amigo
See eye to eye – Estar de acordo, ter a mesma opinião
Down in the dumps – Estar infeliz, deprimido
Give the cold shoulder – Ignorar, não mostrar interesse, rejeitar algo ou alguém
Blow it Off – Ignorar alguém ou algo

Indeed – De acordo

Help yourself – Sirva-se
On the house – Por conta da casa
Feel free, make yourself home – Fique à vontade
Dough – Dinheiro, grana