Grécia

O berço da civilização ocidental. É desta forma que nos referimos à Grécia, país que até hoje influencia a cultura ocidental. Afinal, falar em Grécia é citar os Jogos Olímpicos (foram os gregos que criaram a competição, na Grécia Antiga, na cidade de Olímpia, em homenagem aos deuses, em 776 a.C.), a mitologia grega (com suas histórias de deuses, deusas e heróis) e o teatro grego (surgido na Grécia Antiga), com festivais dedicados à tragédia. Os gregos também são os responsáveis por introduzir o conhecimento da filosofia (Platão e Sócrates eram os filósofos mais importantes no século IV a.C.), da matemática (Pitágoras era o “pai da matemática”, Euclides era “o pai da geometria” e Arquimedes, conhecido pelo “Princípio de Arquimedes”) e da medicina (Hipócrates era o “pai da medicina”).   

Originários da Península Balcânica, os indo-europeus (aqueus, dórios, jônios e eólicos) chegaram à Grécia vindos das planícies eurasianas e lá permaneceram. Foi com eles que começou o surgimento da civilização grega, que se concentrou entre os mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo. Isso ocorreu por volta de 2.000 a.C.. O povo grego foi se expandindo para ilhas próximas ao seu território, tendo também fundado colônias na parte sul da Península Itálica e na região da Ásia Menor (atual Turquia).

Para entender melhor a Grécia Antiga é preciso dividi-la em quatro períodos: Pré-Homérico (séculos XX a XII a.C.), Homérico (séculos XI-VIII a.C.), Arcaico (séculos VIII-VI a.C.) e Clássico (séculos VI-IV a.C.). No período Pré-Homérico, por exemplo, a característica principal foi o povoamento dos povos indo-europeus, e o apogeu e a decadência da civilização creto-micênica, que foi destruída pelas invasões dóricas, conquistando, assim, a Grécia.

As invasões dóricas iniciaram o período chamado de Homérico. Também foi a época da ascensão das primeiras células que se transformariam em cidades-Estados (governo próprio e autônomo) gregas. Foi um período marcado também pelos poemas épicos de Homero – a Ilíada e a Odisseia. O período Homérico se caracterizou pela criação da forma social chamada genos, pequenas comunidades, onde a família era a unidade básica. Cada geno possuía seu próprio líder. O tempo foi passando, os genos foram se ampliando e aí surgiu a pólis, ou Cidade-Estado.

Foi a criação da pólis ou Cidades-Estados que deu origem ao período Arcaico da Grécia Antiga. As Cidades-Estados passaram a ter governo e economia independentes, além de sociedade e leis próprias. Esparta (fundada pelos dórios por volta do século IX a.C.) e Atenas foram as duas principais pólis durante o período Arcaico. Enquanto que Esparta se preocupava muito com possíveis guerras, tinha uma cultura mais militar, em Atenas começavam os primeiros movimentos rumo à democracia.

O chamado período Clássico foi o auge da cultura grega e da democracia em Atenas. Isso ocorreu durante o governo de Péricles, no século V a.C.. Mas, nem tudo era flores. Conflitos começaram a surgir sendo que duas guerras se destacaram: as Guerras Médicas (500 a.C. a 448 a.C.) e a Guerra do Peloponeso (431 a.C. a 404 a.C.).

As Guerras Médicas ocorreram após o Império Persa ameaçar a autonomia das Cidades-Estados gregas. Os persas tentaram invadir a Grécia, mas as Cidades-Estados se uniram e expulsaram os invasores. Já a Guerra do Peloponeso (ocorrida em três fases: 431 a 421 a.C., 415 a 413 a.C. e 413 a 404 a.C.) aconteceu entre os próprios gregos, entre Atenas e Esparta. O motivo da guerra foi o crescimento e a expansão territorial de Atenas (queria impor suas ideias) frente a Esparta (não desejava sofrer interferências ou influências de Atenas). Surgiram então dois grupos rivais: a Liga de Delos (Atenas) e a Liga do Peloponeso (Esparta). No final do conflito, Esparta saiu vencedora. Considera-se a guerra entre Atenas e Esparta o início do declínio das antigas Cidades-Estados gregas.

A Guerra do Peloponeso enfraqueceu a Grécia, e aproveitando-se da fragilidade e do enfraquecimento das Cidades-Estados, os macedônios invadiram as pólis gregas. Era o fim da autonomia política dos gregos. Felipe II, o rei da Macedônia, era quem estava no trono quando houve a política expansionista dos macedônios, que continuou com seu filho Alexandre Magno, ou Alexandre O Grande. Foi o filho de Felipe II que consolidou a dominação da Grécia e iniciou a conquista do Império Persa, estendendo ainda a civilização grega do mar Mediterrâneo oriental até a Ásia Central. Alexandre O Grande reinou durante treze anos (336 a.C. a 323 a.C.), se tornando o rei da Macedônia e de toda a Grécia.

Foi durante o reinado de Alexandre O Grande, da Macedônia, que a cultura grega expandiu-se pela Pérsia, Índia, Egito e todo o Mediterrâneo. Foi também a época do desenvolvimento da ciência, cujos principais expoentes foram Euclides e Arquimedes.

O período que compreende a morte de Alexandre O Grande, em 323 a.C., até a anexação da península grega e de ilhas pelos romanos foi chamada de Helenístico. O fim do helenismo marcou o apogeu de Roma.

A Grécia vivia um período de declínio militar quando os romanos, em 168 a.C., invadiram o país e conquistaram o território. No entanto, oficialmente, o início da dominação dos romanos na Grécia começou com a vitória romana sobre os coríntios, em 146 a.C.. O período de dominação ficou conhecido como greco-romano. Aliás, vale destacar que os romanos foram muito influenciados pela cultura grega.

Com a divisão do Império Romano em ocidente e oriente, o declínio do Império Romano do Ocidente, e a transferência da capital do Império Romano do Oriente (existiu por mais de mil anos após o colapso do Império Romano do Ocidente) para Bizâncio, renomeada posteriormente para Constantinopla (em 330 d.C.), deu-se o início do Império Bizantino na Grécia. Um período de grande influência da cultura bizantina sobre os gregos. Até hoje, por exemplo, a religião grega é predominantemente de catolicismo ortodoxo.

Mas, em 1453, com a expansão dos turcos otomanos chegava ao fim o período do Império Bizantino (que governou a maior parte do território grego por mais de 1100 anos, e foi se enfraquecendo após os cruzados – movimento militar de inspiração cristã – e saquearem Constantinopla na Grécia). Era o início do Império Otomano na região, quando parte da Grécia passou para o domínio dos otomanos no século XV. Vale ressaltar que algumas ilhas permaneceram sobre o domínio dos venezianos até o século XVIII.

A dominação do Império Otomano sobre os gregos durou até o início do século XIX, quando a Grécia declarou a sua independência em 1821. A Guerra de Independência da Grécia durou de 1821 a 1829. Em julho de 1832, foi assinado o Tratado de Constantinopla, garantindo, assim, a independência da Grécia.

Foi na década de 1830 que começou a história da Grécia Moderna. Em 1832, a república dava lugar a um reino independente, que foi estabelecido no país com a ajuda de países ocidentais.

No século XIX e início do século XX, os gregos se envolveram em diversas guerras contra os turcos otomanos. O objetivo dos gregos era expandir as suas fronteiras. Eles conseguiram, por exemplo, a anexação da Macedônia e da Trácia.

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Grécia lutou ao lado da Tríplice Entente (Reino Unido, França e Império Russo), entrando no conflito em 1917, e contra o Império Otomano e a Tríplice Aliança (Império Alemão, Império Austro-Húngaro e o Reino da Itália). A Grécia conseguiu a concessão de partes da Ásia Menor (compõem a maior parte da República da Turquia) após o fim do conflito, porém, os gregos seriam derrotados posteriormente pelos nacionalistas turcos e perderiam o território da Ásia Menor. A derrota fez com que o rei Constantino I se exilasse e o primeiro-ministro grego Elefthérios Venizélos, renunciasse.

A monarquia foi restaurada na Grécia após a realização de um plebiscito em 1920. Dois anos depois, Jorge II assumia o trono. Começava um período de instabilidade política no país. Isto porque a Grécia passaria a viver um período republicado entre 1924 e 1935. Mas, no mesmo ano de 1935, Jorge II era reconduzido ao trono após a realização de um novo plebiscito.

A Grécia participou da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ao lado dos Aliados (União Soviética, Estados Unidos e o Império Britânico). Em 1940, o país foi invadido pela Itália, mas as tropas gregas conseguiram expulsar os italianos. No ano seguinte, foi a vez de a Grécia ser ocupada pelos alemães. Jorge II se exilou em Londres. Desta vez, os gregos é que saíram perdendo. No ano de 1944, a União Soviética expulsou os nazistas da região dos Bálcãs.

Mais um plebiscito na Grécia, e Jorge II estava novamente no trono a partir de 1946. Foi sob o seu governo (Jorge II estabeleceu um governo de extrema direita) que a Grécia iniciou uma guerra civil, entre comunistas e monarquistas. Foram três anos de lutas (1946-1949). Com o apoio dos Estados Unidos, os comunistas saíram derrotados.

Mas, a turbulência na política grega não havia terminado. Em 1967, militares liderados por Georgios Papadopoulos deram um golpe de Estado, derrubaram o governo de direita de Panayiotis Kanellopoulos e instauraram uma ditatura militar, conhecida como a ditadura dos coronéis. A junta militar grega ficou no poder entre 1967 e 1974.

Em 1973, os militares tomaram uma decisão que provocou uma onda de protestos na Grécia no ano seguinte: abolir a monarquia. Os militares devolveram o governo aos civis, e o político Konstantínos Karamanlís levou os militares para os tribunais para serem julgados por crimes cometidos durante a ditadura. Um novo plebiscito foi organizado em dezembro de 1974. O resultado: o fim da monarquia e a instauração de uma república democrática parlamentarista, sistema de governo que vigora até os dias atuais.

Confira os monumentos da Grécia:

Parthenon

Localização: Continente europeu
Capital: Atenas
Idioma: Grego
Moeda: Euro
Sistema de Governo: República parlamentarista
Área: 131.940 km²
Principais Cidades: Atenas, Tessalónica, Pireus, Patra, Iráklio, Lárissa, Ioanina, Volos, Alexandrúpoli, Kavala
Número da população grega (2013): 11 milhões (Fonte: Banco Mundial)
Países de fronteira com a Grécia: República da Macedônia, Bulgária e Albânia (norte) e Turquia (leste). Ao sul, com o Mar Mediterrâneo e a oeste com o Mar Jônico.
Código telefônico internacional: + 30
Sufixo de internet: .gr

À título de curiosidade, algumas expressões em grego:

Καλημέρα – Kalimera – Bom dia
Καλησπέρα – Kalispera – Boa tarde
Καληνύχτα – Kalinichta – Boa noite

Γεια σου – Geia sou – Olá
Γεια σας – Geia sas – Olá (formal)

Ναι – Né – Sim
Όχι – Ochi – Não
Ευχαριστώ – Efharistó – Obrigado
Παρακαλώ – Parakalo – De nada

Εντάξει – Entaksi – Está bem
Τα λέμε – Ta leme – Até logo
Δεν ξέρω – Den xero – Não sei
Συγνώμη – Signomi – Desculpe
Λυπάμαι – Lipame – Sinto muito
Ίσως – Issos – Talvez

Τι κάνεις; – Ti kaneis? – Como estás?
Τι κάνετε; – Ti kanete? – Como está?
Καλά – Kala – Bem
Πολύ καλά – Poly kala – Muito bem
Έτσι κι έτσι – Etsi ki etsi – Assim, assim
Όχι και πολύ καλά – Ochi ke poli kala – Não muito bem

Πώς σε λένε; – Pos se lene? – Como te chamas?
Πώς σας λένε; – Pos sas lene? – Como se chama?
Με λένε … – Me lene… – Chamo-me …

Συγχαρητήρια – Sigharitíria – Parabéns
Χρόνια πολλά – Hronia polá – Parabéns para aniversário

Ελλάδα – Elada – Grécia