Inglaterra

A Inglaterra faz parte do Reino Unido, que inclui ainda a Escócia, a Irlanda do Norte e o País de Gales. Os povos celtas, os romanos e povos germânicos se estabeleceram na região. Os celtas, por exemplo, andavam por lá desde o século V a.C.. Os romanos chegaram entre 43 d.C.. Foram eles que batizaram de Bretanha/Britânia a província que ocupava o centro-sul da atual ilha da Grã-Bretanha. Foram quatro séculos de dominação dos romanos, entre os séculos I e V, até que com o declínio do Império Romano, eles resolveram ir embora, afinal tinham outros territórios para defender. Aí chegaram os povos germânicos.

Vindos do norte da Europa, como anglos (vieram da região onde atualmente é a Alemanha), saxões (vieram da região onde atualmente é a Alemanha) e jutos (sua origem é a Jutlândia, na Dinamarca), os povos germânicos invadiram a Grã-Bretanha durante os séculos V e VI. Eles expulsaram grande parte dos celtas e romanos que habitavam a região.

Com o passar do tempo, todos que viviam na Inglaterra passaram a ser denominados pelo nome de anglo-saxão. Vale ressaltar que a base do inglês de hoje tem como referência a língua anglo-saxão, ou o inglês antigo. No século X era a vez de os vikings desembarcarem na Grã-Bretanha. Os anglo-saxões expulsaram os vikings e a Grã-Bretanha foi unificada politicamente, tornando-se um Estado, em 927 d.C..

Em 1066, mais uma invasão. Agora, eram os normandos, vindos da França, que conquistavam o Reino da Inglaterra, antes controlado pelo povo anglo-saxão. Guilherme II, o Conquistador, Duque da Normandia, era quem liderava a invasão. O episódio ficou conhecido como Conquista Normanda (1066-1154). Guilherme II venceu o rei saxão Haroldo na Batalha de Hastings, sendo, posteriormente, coroado rei.

Entre os reis que assumiram o trono na Inglaterra e que mantinham o título de Duque da Normandia, há que se destacar o rei João, mas pelo lado negativo. Ele, que não era bem visto pela nobreza feudal e nem pela Igreja Católica, com quem disputava o poder, foi obrigado a assinar, em 1215, uma Magna Carta. O documento limitava os poderes do rei João, impedindo-o de exercer o poder absoluto, além dos outros monarcas da Inglaterra.

França e Inglaterra vieram a se enfrentar na Guerra dos Cem anos (1337-1453). Apesar de a guerra ter durado 116 anos, o tempo foi arredondado para 100 anos. A guerra foi dividida em quatro períodos (1337-1364/ 1364-1380/ 1380-1422/ 1422-1453) e teve como motivação as divergências com relação à dinastia monárquica, após a morte de Carlos IV, em 1328. Havia dois possíveis sucessores: Eduardo III da Inglaterra e o nobre francês Filipe de Valois. Uma assembleia francesa decidiu que Felipe de Valois, que recebeu o título de Felipe VI, deveria assumir o trono.

Após Felipe VI perceber que, em seus domínios, havia quem “conspirasse” a favor da coroa inglesa, ele decidiu invadir o Ducado da Aquitânia, que era subordinado aos ingleses. Em contrapartida, Eduardo III não reconhecia mais Filipe VI como rei da França e decidiu invadir a região de Flandres (atual Bélgica e Países Baixos), cujos condes eram vassalos da França. E foi assim que começou a Guerra dos Cem Anos.

A Batalha de Castillon, em 1453, foi o último conflito entre ingleses e franceses. A vitória francesa, com a recuperação da cidade de Bordeaux, foi decisiva para o fim da Guerra dos Cem Anos.

Dois anos depois, a  Inglaterra se envolveria em mais um conflito. Desta vez era uma guerra interna. A Guerra das Rosas durou 30 anos (1455-1485) e teve como mote principal as lutas dinásticas pelo trono inglês. Uma luta entre as famílias reais das casas de York e de Lencastre (ou Lancaster). A guerra passou pelos reinados de Henrique VI, Eduardo IV e Ricardo III.

O fim da Guerra das Rosas aconteceu quando Henrique Tudor, da Dinastia Tudor, derrotou o rei de York, Ricardo III. Ele acabou se casando com Isabel de York (filha de Eduardo IV), ocasionando, assim, a união das duas casas reais.

No total, cinco monarcas da Dinastia Tudor governaram a Inglaterra. Eles ficaram no trono até 1603, quando Isabel I (ou Rainha Elizabeth I), rainha da Inglaterra e Irlanda, morreu sem deixar filhos.

Após a morte de Isabel I, a Casa de Stuart assumiu o trono da Inglaterra. Jaime I da Inglaterra foi o escolhido. Ele era ao mesmo tempo rei da Escócia (no país era Jaime VI) e rei da Irlanda. Foi durante o reinado de Jaime I que terminou a Guerra Anglo-Espanhola (1585-1604), que durou vinte anos, entre os reinos da Inglaterra comandada por Isabel I e a Espanha governada por Filipe II.

Ainda sob o reinado de Isabel I, a Inglaterra partiu novamente para o confronto, desta vez com a Irlanda, na Guerra dos Nove Anos (1594-1603), já que os irlandeses lutavam contra a colonização inglesa. Aliás, no ano de 1603, a Escócia se integrou à Inglaterra, mas tanto Escócia quanto a Inglaterra mantiveram parlamentos independentes. O País de Gales já tinha sido incorporado à Inglaterra em 1536.

Após Jaime I, seu filho Carlos I seguiu com o reinado na Inglaterra. Ele enfrentou a Espanha na Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Mas, Carlos I enfrentaria outra guerra: contra o parlamento inglês. Carlos I queria ter poderes absolutos, mas o parlamento (não era um órgão permanente, mas uma assembleia temporária) desejava restringir os poderes do rei. Um desentendimento entre Carlos I e o parlamento fez com que o rei dissolvesse a assembleia em 1626. Foram onze anos de governo de Carlos I sem parlamento.

Muitos conflitos ocorreram devido à divergências religiosas. Enquanto estava no poder, Jaime I queria que os bispos católicos participassem do comando do governo da Escócia, porém os escoceses desejavam um sistema protestante de governo e sem a presença de bispos católicos. Posteriormente, Carlos I acirrou ainda mais os ânimos ao tentar unificar os rituais religiosos no Reino Unido, e entrou em confronto com os escoceses.

Foi nesse clima que se iniciou a Guerra dos Bispos (1639-1641), um conflito político-religioso em todo o Reino Unido, entre o exército escocês e o liderado por Carlos I. Os escoceses invadiram a Inglaterra em 1640 e derrotaram Carlos I. Somente em 1641, Carlos I chegou a um acordo pacífico com os escoceses.

Os conflitos religiosos entre católicos e protestantes foram o estopim para a Guerra Civil Inglesa (1642-1649). A luta era entre os que apoiavam o rei Carlos I da Inglaterra, como os católicos escoceses, ingleses e irlandeses, e os que apoiavam a criação de um parlamento, de maioria protestante. Quem liderava as forças ligadas ao parlamento era o político e comandante militar Oliver Cromwell.

Os protestantes venceram a guerra e aboliram a monarquia. Carlos I foi condenado à morte em 1649. A Inglaterra se tornava uma república, sendo chamada de Commonwealth of England (Comunidade da Inglaterra). Quem comandava o governo republicano era o líder do parlamento, Oliver Cromwell, que se autodeclarou Lord Protector (Lorde Protetor da Inglaterra). Posteriormente, Cromwell dissolveu o parlamento. Nos onze anos em que ficou no poder, ele foi considerado por muitos como um ditador. Cromwell atacou a Escócia, entrou em guerra contra a Holanda e ainda atacou as colônias da Espanha no Caribe.

Quando Cromwell morreu, houve uma tentativa de que a república permanecesse através do filho de Cromwell, Richard Cromwell. Mas, com o caos político e econômico e a falta de estabilidade no país chegou-se a conclusão de que o melhor era o retorno da monarquia. Assim, em 1660, a república ruiu e a Inglaterra voltou a ser uma monarquia.

Com a chegada de Carlos II ao trono, o poder real ficou mais limitado. A Inglaterra começava a se transformar numa monarquia parlamentar (o rei eleito ou hereditário se torna o chefe do Estado, possuindo poderes limitados), enquanto que a chefia de Governo tem um Primeiro-Ministro, Presidente do Governo ou Presidente do Conselho de Ministros como governante, através do parlamento.

Depois de Carlos II subiu ao trono Jaime II, católico, rei da Dinastia Stuart. Ele, porém, foi removido do trono de Inglaterra, Escócia e País de Gales durante a Revolução Gloriosa (1688-1689). Jaime II havia perdido prestígio, já que pregava a tolerância religiosa e buscava reconduzir o catolicismo ao país. O que vinha de encontro ao que pensava o parlamento. Assim, Jaime II foi substituído por Maria II, sua filha, que protestante, e o genro, Guilherme, Príncipe de Orange.

Foi durante o reinado de Ana I da Inglaterra, Escócia e Irlanda, em 1707, que Inglaterra e Escócia, em 1 de maio do mesmo ano, se juntaram e formaram o Reino Unido da Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales). Era o fim dos reinos da Inglaterra e da Escócia. Também se uniram os parlamentos inglês e escocês, criando o Parlamento Britânico. Em 1801, a Inglaterra, a Escócia e o País de Gales ganharam a adesão da Irlanda, e assim foi criado o Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda. Já no século 20, em 1921, a maior parte da Irlanda decidiu tornar-se república. No entanto, a Irlanda do Norte permaneceu como integrante do Reino Unido. Novamente, o reino mudaria de nome. Agora para Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte.

Com a morte de Ana I, terminava o reinado da Casa de Stuart, enquanto que era iniciado o reinado da Casa de Hanôver, ou Dinastia de Hanôver. Jorge I foi o primeiro monarca da Casa de Hanôver, seguido por Jorge II, que envolveu a Inglaterra na Guerra de Sucessão Austríaca (1740-1748), Jorge III, Jorge IV, Guilherme IV e a Rainha Vitória, última monarca da Dinastia de Hanôver.

A Rainha Vitória teve muita importância na história do Reino Unido. Foi durante a Era Vitoriana, como ficou conhecido o seu reinado, que o Império Britânico se expandiu, e que a Inglaterra viu despontar a Revolução Industrial, início da substituição da produção artesanal pelo sistema de produção por máquinas, ou seja, a produção seria feita de forma mais rápida, enquanto que os custos diminuiriam. Além disso, crescia cada vez mais o número de consumidores, que precisavam ter suas necessidades atendidas de forma mais rápida e eficiente. Através desse novo modelo, a Inglaterra se transformou na primeira nação industrializada do mundo. Logo o novo sistema de mecanização dos sistemas de produção chamaria a atenção de países da Europa Ocidental e dos Estados Unidos.

A morte da Rainha Vitória fez com que seu filho primogênito, Eduardo VII, assumisse o trono pela Casa de Saxe-Coburgo-Gota, um ramo da dinastia alemã Wettin. Jorge V, seu filho, se tornou rei após a morte de Eduardo VII. Foi durante o reinado de Jorge V que o nome da Dinastia foi mudada para Windsor, que se mantém no trono até os dias de hoje. A mudança do nome ocorreu porque a família tinha grandes laços com a Alemanha e o país não era bem-visto na Inglaterra por causa da Primeira Guerra Mundial.

Na sequência da Dinastia Windsor subiram ao trono Eduardo VIII, Jorge VI e Isabel II, conhecida no Brasil como Elizabeth II, a mais velha monarca britânica de todos os tempos, e que se mantém no trono por mais de 80 anos.

É importante ressaltar a presença da Inglaterra na Primeira e na Segunda Guerra Mundial. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Inglaterra fez parte dos países que formavam a Tríplice Entente (Rússia, Reino Unido e França). Eles lutaram contra a Tríplice Aliança, que englobava a Alemanha, o Império Austro-Húngaro e a Itália. A Tríplice Entente saiu vitoriosa. Já na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a Inglaterra terminou a guerra vencendo os países do Eixo, Alemanha, Itália e Japão.

Confira os monumentos da Inglaterra:

Abadia de Westminster
London Eye
Stonehenge
Museu de Londres

Localização: Continente europeu, sul da Ilha da Grã-Bretanha
Capital: Londres
Idioma: Inglês (oficial)
Moeda: Libra esterlina
Sistema de Governo: Monarquia parlamentarista (Chefe de Estado – Rainha Elizabeth II + Chefe do Governo – Primeiro-Ministro)
Área: 130.395 km²
Principais Cidades: Londres, Liverpool, Manchester, Oxford, Cambridge, Bristol, Southampton, Birmingham, Newcastle
Número da população inglesa: 53.013.000 (censo de 2011)
Países de fronteira com a Inglaterra: Escócia (norte) e País de Gales (oeste)
Código telefônico internacional: + 44
Sufixo de internet: .uk

À título de curiosidade, algumas expressões em inglês:

Good Lord! – Meu Deus!
For goodness’ sake! – Pelo amor de Deus!
Thank God – Graças a Deus

Never mind –  Deixa pra lá / Não tem importância
See you there – Até lá

It is up to you – Você que sabe
You know best – Você é quem sabe
Pretty soon – Em breve
One never knows – Nunca se sabe
Once and for all – De uma vez por todas

“What is going on?” – O que está acontecendo?
It is not your business – Não é da sua conta
Take your time – Não se apresse

Keep your eyes peeled = Fique atento

Give a good account of oneself – Sair-se bem, dar boa impressão
Give somebody a buzz – Dar uma ligada para alguém.
To roll up one’s sleeves – “Arregaçar as mangas”

God Save the Queen! – Deus salve a Rainha!
Cross my heart – Juro por Deus