Itália

A civilização romana é uma das mais importantes da história da humanidade, tendo influenciado a cultura de outros povos ao longo dos séculos. Vem da Roma Antiga as bases do direito, por exemplo, influenciadas pelo direito romano. Até hoje sofremos influência dos romanos nas artes, na literatura, no sistema de governo, na arquitetura, e até na linguagem, já que o latim (língua dos antigos romanos) deu origem a língua portuguesa, espanhola, italiana e francesa. A ideia de República também vem da Roma Antiga.

Mas, como surgiu a Roma Antiga? Essa importante civilização surgiu de um pequeno povoado na região da Península Itálica no século VIII a.C.. Ela foi formada por diversos povos como etruscos, gregos, celtas, latinos, úmbrios, sabinos e samnitas.

Há uma lenda que envolve os irmãos Rômulo e Remo, e que conta como surgiu o primeiro rei de Roma. Ela termina com o assassinato de Remo pelo seu irmão, Rômulo, que vem a ser o primeiro monarca da história de Roma. O período monárquico romano teria começado em 753 a.C. com Rômulo e terminado com Tarquínio, o Soberbo em 509 a.C.. Era o fim do Reino de Roma. Durante esse período, Roma foi governada por sete reis. Ainda segundo a história, Rômulo e Remo também teriam sido os primeiros fundadores de Roma.

Um grupo de nobres teria derrubado Tarquínio, o Soberbo do trono. A queda da monarquia estava consolidada e surgia a República Romana. A partir de então, o governo passou a ser chefiado por dois cônsules, que foram eleitos pelos cidadãos para um mandato anual.

Foi durante a República Romana (que durou cinco séculos) que Roma se transformou num Império. A república se expandiu da Itália central para a península Itálica. O norte da África, a Grécia, a península Ibérica e a região do mar Mediterrâneo também foram conquistados.

Algumas guerras civis mudaram o rumo da história romana. O período era de instabilidade. Líderes romanos entraram em confronto. A mais famosa batalha foi entre Júlio César e republicanos conservadores, liderados por Pompeu, no início dos anos 40 a.C.. A vitória foi de Júlio César. A última guerra civil da República Romana foi entre Otaviano, filho adotivo de Júlio César, e Marco Antônio e Cleópatra, no final dos anos 30 a.C.. Otaviano foi o vencedor.

Em 27 a.C., Otaviano recebeu poderes absolutos do senado romano, foi proclamado príncipe e recebeu o título de Augusto. Ele é considerado pelos historiadores o primeiro Imperador Romano. Terminava ali a República e começava o Império Romano. Um período de Pax Romana (Paz Romana) se iniciava com estabilidade social e prosperidade econômica sob o reinado de Augusto.

Com Augusto (27 a.C. a 14 d.C.) começava a Dinastia júlio-claudiana no trono romano. Depois vieram Tibério (14 d.C. a 37 d.C.), Calígula (37 d.C. a 41 d.C.), Cláudio (41 d.C. a 54 d.C.) e Nero (54 d.C. a 68 d.C.).

A segunda dinastia de imperadores do Império Romano foi a chamada flaviana. Ela teve início após o suicídio de Nero e depois que, em menos de um ano, entre junho de 68 d.C. e dezembro de 69 d.C., Roma teve quatro imperadores: Galba, Otão, Vitélio e Vespasiano, este o fundador da dinastia flaviana. Era um período de muita instabilidade e somente Vespasiano (69 d.C. a 79 d.C.) conseguiu estabilizar o reino. Foi durante o seu governo que foi construído o Coliseu de Roma. Os filhos de Vespasiano, Tito (79 d.C. a 81 d.C.) e Domiciano (81 d.C. a 96 d.C.), sucederam-no no trono, porém os dois não eram bons governantes e, mais uma vez, se iniciou um período de instabilidade política.

Outra dinastia começaria, a chamada nerva-antonina, entre 96 d.C. e 192 d.C.. Sete imperadores governaram o Império Romano nesse período: Nerva (nomeado imperador pelo senado após o assassinato de Domiciano, de 96 d.C. a 98 d.C.), Trajano (98 d.C. a 117 d.C.), Adriano (117 d.C. a 138 d.C.), Antonino Pio (138 d.C. a 161 d.C.), Marco Aurélio (161 d.C. a 180 d.C.), Lúcio Vero (coimperador junto com Marco Aurélio) e Cômodo (180 d.C. a 192 d.C.). Uma característica dos imperadores Nerva, Trajano, Adriano e Antonino Pio foi ter escolhido o seu sucessor entre o homem considerado mais apto a subir ao trono, e não levando em conta a sucessão dinástica. Com eles, houve um período de estabilidade política no Império Romano, que continuou sendo expandido, até chegar a Mesopotâmia. Roma prosperava. Foi no reinado de Adriano que cessaram as expansões do império. O símbolo do fim do império foi a construção da muralha de Adriano no norte da Inglaterra.

Uma guerra civil de sucessão marcou o fim do século II. Começava a dinastia severa que governou o Império Romano entre 193 d.C. e 235 d.C.. Foram cinco imperadores: Septímio Severo (193 d.C. a 211 d.C.), seus filhos, Caracala (198 d.C. a 217 d.C.) e Geta (209 d.C. a 211 d.C.), Macrino (217 d.C. a 218 d.C.), Heliogábalo (218 d.C. a 222 d.C.) e Alexandre Severo (222 d.C. a 235 d.C.).

Ao longo do século III, entre 235 d.C. e 284 d.C., o Império Romano passaria por uma grave crise. Invasões de povos bárbaros, dificuldades econômicas, a peste e a guerra civil de sucessão desencadearam a crise do terceiro século. Ao longo desse período, dezoito imperadores governaram, a maioria era de generais. Eram os imperadores-soldados. Muitos imperadores foram assassinados ou mortos em batalha. Também houve quem quisesse usurpar o trono, ou seja, assumir o título de imperador romano sem ter o direito de ocupar o cargo.

Diocleciano, imperador romano entre 284 d.C. a 305 d.C., é quem deu fim à crise do terceiro século. Foi dele a ideia de instaurar a Tetrarquia, ou seja, um governo dividido entre quatro imperadores: Diocleciano, Galério, Maximiano e Constâncio Cloro, dois deles com o título de Augusto (Augustus, os mais poderosos) e dois com o título de César (Caesar, imperador menos graduado). Cada um ficou com uma parte do território que foi dividido em quatro regiões. Maximiano (Augusto) ficou responsável pelo governo da parte Ocidental do Império juntamente com Constâncio (César), enquanto que Diocleciano (Augusto) ficou com a parte Oriental juntamente com Galério (César). O objetivo era facilitar a administração do Império Romano. Em 305 d.C., Diocleciano abdicou do Império, tendo início mais uma guerra pela sucessão. A Tetrarquia durou até o ano de 313 d.C., quando entrou em colapso.

Novas guerras de sucessão aconteceriam até que Constantino assumiu o Império Romano. Ele foi proclamado Augusto em 306 d.C., mas seu reinado ocorreu efetivamente entre 324 d.C. a 337 d.C., ano de sua morte. Ele se converteu ao cristianismo, escolheu a cidade de Constantinopla como a capital do Império Oriental. Já a capital do Império Ocidental era Roma.

Com a morte do imperador Teodósio I (ele governava o Império Oriental e Ocidental), em 395 d.C., o Império Romano foi dividido em dois. Roma permaneceu a capital do Império Ocidental até sua queda em 476 d.C..

Vale destacar que o fim do Império Romano Ocidental é marcado pela abdicação de Rômulo Augusto em 476 d.C.. Era o fim da Idade Antiga e o começo da Idade Média. Já o Império Romano Oriental continuaria por mais 1.000 anos.

Durante a Idade Média, diversos povos germânicos invadiram a Península Itálica. Chegaram a ser reis os representantes destes povos como os hérulos, os ostrogodos, os lombardos e os francos. Aliás, foi Carlos Magno (768 d.C. a 814 d.C.), rei dos francos, quem se tornou o primeiro imperador do Império Sacro-Romano, sob as bênçãos do Papa Leão III. Com a coroação do rei da Germânia Oto I (962 d.C. a 973 d.C.) como imperador em Roma, a Itália passou a fazer parte do Sacro Império Romano-Germânico.

O Renascimento, período de importantes transformações nas artes, na filosofia e na ciência, e que durou entre os fins do século XIV e início do século XVII, foi um marco muito importante na história da Itália. Foi nessa época que surgiram nomes como Leonardo da Vinci, Michelangelo, Ticiano e Maquiavel, entre muitos outros.

No século XIX, a Itália iniciou um processo de unificação do país através do movimento chamado de Risorgimento. Isto porque a Itália era formada por uma coleção de pequenos Estados, sendo muitos deles submetidos à interferência estrangeira.

Foi sob a dinastia da Casa de Saboia que ocorreu a unificação da Itália. Foram sendo conquistados e anexados os Reinos de Sardenha, da Lombardia, do Vêneto, do Reino das Duas Sicílias, do Ducado de Módena e Reggio, do Grão-ducado da Toscana, do Ducado de Parma e dos Estados Pontifícios ou Estados Papais. Desta forma, em 1861 foi fundado o Reino da Itália. Vítor Emanuel (1861 a 1878), rei da Sardenha, era agora o primeiro rei da Itália após a unificação. Já a anexação do Roma ocorreu somente em 20 de setembro de 1870, quando foi elevada ao status de capital da Itália.

Um dos capítulos mais importantes da história contemporânea da Itália foi a implantação do Fascismo no país, um regime ditatorial comandado por Benito Mussolini, cuja intenção era criar um novo Império Romano. O Fascismo combatia o socialismo e o comunismo e defendia o ultranacionalismo, o etnocentrismo e o militarismo como forma de manter um Estado forte e unido.

O movimento fascista foi fundado por Mussolini em 23 de março de 1919, porém ele foi implantado após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a partir de 1922. A Primeira Guerra Mundial havia deixado uma coluna, um vazio, um sentimento de humilhação nos italianos após a derrota da Tríplice Aliança (Alemanha Áustria-Hungria e Itália) frente à Tríplice Entente (Reino Unido, França e Império Russo). Era o momento ideal para surgir um novo conceito político que não se aproximava do liberalismo italiano nem da revolução comunista. Além do mais, o Fascismo contava com o apoio da classe média, que temia o socialismo e o comunismo e a ascensão da esquerda. Industriais e donos de terra também viam no Fascismo uma forma de combater a militância trabalhista que se unia cada vez mais através dos sindicatos.

O momento crucial para o início do Fascismo (1922-1943) na Itália foi a Marcha sobre Roma, uma tentativa de golpe de estado, organizado por Mussolini e que levou milhares de manifestantes fascistas para a rua. Após essa manifestação, o rei Vítor Emanuel III nomeou Mussolini como o novo chefe de governo. Era o fim da democracia liberal na Itália e a ascensão do Partido Nacional Fascista (fundado por Mussolini) ao poder. Vítor Emanuel III foi aliado do regime fascista.

Um dos feitos do Fascismo foi a assinatura do Tratado de Latrão entre o Estado italiano e a Santa Sé. O documento assinalava que o Papa teria soberania sobre a Cidade do Vaticano e que o Catolicismo seria a única religião em toda a Itália. Por conseguinte, a Igreja abria mão de grande parte de seu território, reconhecendo a soberania italiana sobre os anteriores domínios do Papa.

Durante o seu governo autoritário, Mussolini tinha a intenção de fazer com que a Itália da Roma Imperial voltasse. Ele levou a Itália a invadir e conquistar a Etiópia no conflito ocorrido entre 1935 e 1936. Mussolini também interveio na Guerra Civil Espanhola (1936-1939), dando apoio ao general Francisco Franco, e ainda invadiu a Albânia (1939), transformando o país em reino independente em união pessoal com a coroa italiana.

Chegava o ano de 1940 e a Itália se unia a Alemanha e Japão, formando a Aliança do Eixo, para entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Mussolini invadiu a Grécia em outubro de 1940 e conquistou partes do Egito e da Somalilândia Britânica, um protetorado britânico localizado no norte da África.

Em 25 de julho de 1943, a Itália era invadida pelos Aliados, mas se rendeu somente em setembro do mesmo ano. Como consequência, o país perdeu o seu império no norte da África. Mussolini, que foi preso, via seu império ruir, assistindo ao fim da era fascista e de seu governo.

Apesar da invasão, a Itália se manteve na guerra. Enquanto os aliados andavam pelo sul do país, o norte resistia através da República Social Italiana (Mussolini foi libertado pelos alemães e fundou a República), um governo fascista (1943-1945) que atuava na área não ocupada pelos Aliados e que contava com o apoio dos nazistas. Também não se pode deixar de mencionar o movimento de Resistência Italiana, que se opunha ao fascismo e lutava contra a ocupação da Itália pela Alemanha nazista. Aliás, foram os guerrilheiros da Resistência Italiana que prenderam Mussolini e o mataram, juntamente com a sua companheira Clara Petacci. A morte de Mussolini ocorreu em 28 de abril de 1945. A guerra para a Itália acabava definitivamente em 2 de maio de 1945.

A Itália ainda vivia sob a monarquia quando ocorreu o fim da Segunda Guerra Mundial. Humberto II, filho de Vítor Emanuel III era quem estava no trono. Mas, não por muito tempo. Em 2 de junho de 1946, foi realizado um plebiscito e os italianos decidiram que era chegada a hora de a monarquia ser substituída por uma república. Assim, Humberto II foi obrigado a abdicar do trono, abandonou a Itália e foi para o Egito.

Em 1º de janeiro de 1948, a constituição republicana da Itália foi aprovada. Desde então, a Itália vive um regime democrático e uma república parlamentarista, com os poderes divididos entre o Presidente e o Primeiro-Ministro.

Confira os monumentos da Itália:

Torre de Pisa
Coliseu
Fontana di Trevi

Localização: Continente europeu
Capital: Roma
Idioma: Italiano
Moeda: Euro
Sistema de Governo: República parlamentarista (Presidente + Primeiro Ministro)
Área: cerca de 301.338 km²
Principais Cidades: Roma, Milão, Veneza, Florença, Nápoles, Turim, Gênova, Bolonha, Verona, Trieste, Palermo
Número da população italiana (2013): 59,83 milhões (Fonte: Banco Mundial)
Países de fronteira com a Itália: França, Suíça, Áustria e Eslovênia, ao norte. Ao sul, fazem parte da península Itálica as ilhas da Sicília e Sardenha, que ficam no Mar Mediterrâneo. Sicília e Sardenha são regiões autônomas da Itália meridional. Há dois Estados independentes: Vaticano e San Marino.
Código telefônico internacional: + 39
Sufixo de internet: .it

À título de curiosidade, algumas expressões em italiano:

Ciao – Olá, Oi
Salve – Olá
Buongiorno – Bom-dia
Buonasera – Boa noite
Buonanotte – Boa noite

Benvenuto(a)! – Bem-vindo(a)!

Scusi! – Desculpe (formal)
Scusa! – Desculpe (informal)

Grazie – Obrigado
Di niente – De nada

Mi dispiace – Sinto muito
No, mi dispiace – Não, desculpe
Vá bene – Está bem
D´accordo – Está certo
Forse – Talvez
Non lo so – Não sei

Tutto bene? – Tudo bem?
Come sta? – Como está? (formal)
Come stai? – Como você está? (informal)
Come stai oggi? – Como você está hoje? (informal)
Io sto bene, grazie – Eu estou bem, obrigado(a)

Arrivederci – Até logo (informal)
Arrivederci e a presto – Até logo
ArrivederLa – Até logo (formal)
A presto – Até logo,  até breve,  até mais
A fra poco – Até já
Addio – Adeus
Ciao – Tchau
Ciao, ci vediamo (alle cinque) – Tchau, nos vemos (às cinco)
Devo andarmene – Tenho que ir

Un bacio – Um beijo
Un abbraccio – Um abraço

Buon Natale! – Feliz Natal!
Buon capodanno! – Feliz Ano Novo!

Babbo Natale – Papai Noel

Buon compleano! – Feliz aniversário!
Auguri! – Parabéns!/Felicidades!
Tanti auguri! – Parabéns!