MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal (Brasil)

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A Praça da Liberdade, no centro de Belo Horizonte, é um verdadeiro celeiro cultural, transbordando cultura, arte, diversão e informação por todos os lados. Um destes locais onde o visitante pode descobrir o que as Minas Gerais têm a oferecer é o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal (o grupo Gerdau assumiu a manutenção do espaço a partir de dezembro de 2013), onde as duas das principais atividades econômicas mineiras ganham destaque: a mineração e a metalurgia. Ou seja, são dois museus em um.

O prédio do museu por si só já chama a atenção do lado de fora. É imponente, suntuoso e belíssimo. Na fachada, as grandes colunas avermelhadas, executadas em pedras de calcário corado, semelhante ao mármore, são destaque. A coloração rosada dá ainda mais charme à construção iniciada em outubro de 1895. Popularmente conhecido como “prédio rosa”, o estilo da arquitetura é eclético, com predominância de elementos neoclássicos franceses. O projeto foi do arquiteto José de Magalhães. Do lado de dentro, a beleza também não passa despercebida e é notada em cada detalhe, desde as paredes às colunas, o piso, o teto e a escadaria alemã de ferro fundido. Uma das grandes curiosidades é que o prédio abriga um dos primeiros elevadores de Belo Horizonte, de 1926. E o que é melhor, o elevador continua em pleno funcionamento.

Muito, mas muito antes de se transformar em museu, o prédio surgiu com o objetivo de abrigar a Secretaria do Interior. Posteriormente, sediou a Secretaria de Educação a partir de 1930 até a década de 90, tendo também incorporado o Centro de Referência do Professor e o Museu da Escola. A inauguração do prédio aconteceu em 1897 juntamente com a capital mineira e a Praça da Liberdade. O prédio faz parte do conjunto arquitetônico da Praça da Liberdade, tendo sido tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA), em 1977.

O museu, que integra o Circuito Cultural da Praça da Liberdade, ainda é muito jovem, tendo sido inaugurado em 22 de março e aberto ao público em junho de 2010. O prédio passou por um processo de restauração para abrigar o Museu das Minas e do Metal. O projeto de ampliação e adequação foi realizado pelos arquitetos Paulo Mendes da Rocha e Pedro Mendes da Rocha. Já a concepção museográfica foi de Marcello Dantas e a restauração arquitetônica foi assinada por Maria Carmen Perilo e Zenóbia Grzybowski. Uma curiosidade: foi necessária a remoção de até nove camadas de tinta para que surgissem as pinturas decorativas parietais em estilo eclético. Uma beleza que pode ser contemplada pelos visitantes.

Com 6.000 m2 de área, o museu está dividido em dois segmentos: o Museu das Minas, no primeiro e segundo pavimento; e o Museu do Metal, no segundo e terceiro andar. Ao todo são 18 salas onde o universo dos minerais e dos metais são a grande atração. O museu usa a interatividade, a tecnologia e os ambientes virtuais para fazer com que o público possa vivenciar mais intensamente a experiência de passear pelo mundo das minas e dos metais.

Vamos começar falando sobre a parte dedicada às minas. Com certeza você vai se impressionar com o que estará vendo. Uma das grandes atrações é a “Mina de Morro Velho”. Um elevador virtual levará você ao fundo da mina de ouro, em Nova Lima, com 2.450 metros de profundidade. Foram quase 300 anos de exploração da mina. Nesse passeio virtual, o visitante terá a companhia de dois guias muito importantes e famosos, o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Tereza Cristina.

Outra atração é, sem dúvida, o Chão de Estrelas. No chão da sala, o visitante pode ver detalhes das riquezas minerais que estão protegidas por um vidro. Basta escolher uma das lunetas que estão disponíveis no local e a imagem é ampliada. Já na Sala Miragem, efeitos holográficos fazem com que o visitante tenha a impressão de que os minerais estão bem ali, ao alcance das mãos. Na Sala Mapa das Minas, o visitante pode se informar sobre a localização das principais jazidas, as reservas minerais de Minas Gerais, através de um mapa interativo. Já na atração Inventário Mineral, está reunido parte do acervo do Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães, além de novas aquisições feitas pelo Museu das Minas e do Metal. Na Sala das Minas, o visitante pode conhecer a história da extração mineral em Minas Gerais.

Quantas substâncias minerais o brasileiro consome ao longo da sua vida? Como é regulamentada a atividade da mineração no Brasil? Quem foi o Professor Djalma Guimarães e qual foi a sua importância na área da mineração? Qual é uma das principais teorias sobre a formação do Universo? Estas respostas você pode obter visitando o Museu de Minas e do Metal, em Belo Horizonte.

Agora vamos conhecer as atrações referentes ao metal. Tubos metálicos projetam imagens no chão de símbolos dos elementos químicos. É a Tabela Periódica, cuja história e criação é narrada por Dmitry Mendellev, o criador da tabela periódica. A obra Língua Afiada, em aço inox, chama a atenção, pois representa a relação da humanidade com os metais.

Há milhares de anos, o homem usa os metais como adornos, por isso as joias não poderiam ficar de fora desta exposição sobre o metal. O uso virtual de joias é a atração da Sala Espelho Mágico. As joias são projetadas sobre o corpo do visitante. Na atração Vale o quanto pesa, o visitante vai descobrir qual é mais ou menos a quantidade de substâncias minerais presentes no corpo de acordo com o peso da pessoa. Basta subir numa balança que logo aparece o resultado. Através de uma maquete interativa é possível conhecer todo o caminho que é percorrido pelo minério, a partir da extração até a distribuição. É a atração Logística que se apresenta para os visitantes.

A interatividade não para por aí. A atração Mesa dos Átomos permite que você manuseie elementos da tabela periódica. Já na parte dedicada ao Vil Metal, é possível fazer a comparação do valor dos metais com os produtos através de uma tabela de conversibilidade em ouro.

Além das exposições sobre minas e metais, o visitante ainda poderá curtir alguma exposição, assistir a uma palestra, ouvir uma boa música ou participar de uma oficina. Então, pronto para descobrir o mundo das minas e dos metais? Não perca mais tempo. Vá até Belo Horizonte e descubra este e outros museus que estão na Praça da Liberdade. Com certeza você voltará bem mais informado e feliz por ter adquirido novos conhecimentos.

Horário de Funcionamento:
Terça a domingo
12h às 18h

Quintas
12h às 22h

Toda última terça-feira do mês
12 às 17 horas

Obs1: O setor Educativo do MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal oferece visitas monitoradas a grupos escolares e a outros grupos interessados. O agendamento deve ser feito com antecedência. Há possibilidade de as visitas serem bilíngues. Informações pelos telefones (31) 3516-7225 (Educativo) ou (31) 3516-7200 (Geral), de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, ou por e-mail educativomm@mmgerdau.org.br.

Obs2: O museu é um modelo de acessibilidade. Ele possui banheiros adaptados, elevadores, rampas, cadeiras de rodas, carrinho de transporte e fraldário nos banheiros.

Horário de realização de visitas monitoradas:
Terças, quartas e sextas
8h às 18h

Quinta
8h às 22h

Sábados
12h às 18h

Preço do Ingresso:
Gratuito

Como chegar:
De ônibus:
Linhas: 2101, 2103, 2104, 2152, 4032, 4034, 4106, 4111, 5031, 5101, 5102, 5106, 8001A, 8102, 8106, 8107, 8108, 9103, 9105, 9106, SC02B, SE01, ST01

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