Museu do Futebol – SP (Brasil)

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No dia 29 de setembro de 2008 era inaugurado o Museu do Futebol no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (uma homenagem ao Paulo Machado de Carvalho (1901-1992), chefe da delegação da seleção brasileira nas Copas de 58 e 62), popularmente mais conhecido como Estádio do Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo. O museu em homenagem à grande paixão nacional é totalmente interativo, ou seja, o público é convidado a interagir, participar, vivenciar as emoções que o futebol tem a oferecer, mergulhando nesse universo apaixonante e arrebatador que é o futebol. Não importa se o visitante não está assistindo a uma partida de futebol num estádio. A emoção também transborda ao ver imagens de jogos, ouvir a narração de um gol ou ver as fotos de ídolos do passado e do presente. O Museu do Futebol é, portanto, um lugar imperdível para quem conhecer mais profundamente a história do futebol.

Localizado sob as arquibancadas do estádio, o museu está distribuído em 7.000 m² de área, tendo sido projetado pelo arquiteto Mauro Munhoz, com museografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara. No total somente 1.500 pessoas podem visitar o museu ao mesmo tempo. Se o total de pessoas ultrapassar esse número, a venda de ingressos é suspensa. A medida é tomada para evitar a super lotação e visando a segurança do público.

O Museu do Futebol conta com 16 salas ao todo, divididas entre térreo, primeiro e segundo pavimento. A visita começa na chamada Grande Área, cujo saguão tem as paredes abarrotadas de quadros com objetos pessoais de torcedores e pessoas diretamente ligadas ao futebol. Estão expostos no hall bandeiras, chaveiros e flâmulas, entre outros. Depois de passar por ali, o visitante sobe as escadas e se depara com ninguém menos do que Pelé. Ou melhor, com uma imagem de Pelé que recepciona os visitantes com um “Bem-vindo ao Museu do Futebol” em três idiomas (português, inglês e espanhol).

Agora que já que fomos recepcionados pelo Rei do Futebol, vamos então conhecer o museu por dentro. Na Sala dos Anjos Barrocos, por exemplo, o público confere imagens holográficas de ídolos do futebol mostradas em telas suspensas bem grandes. Os jogadores estão sempre em movimento. Estão lá sendo homenageados 25 jogadores entre Pelé, Romário, Ronaldo, Zico, Sócrates, Gilmar, Falcão e Didi, entre outros. Uma legenda abaixo das imagens projetadas identifica os jogadores para quem não está tão familiarizado com os ídolos do futebol brasileiro.

Outra atração é a Sala dos Gols. É ali que o visitante irá ouvir o gol preferido narrado por quem gosta e “vive” o futebol em sua plenitude. Quem será o seu narrador favorito entre Armando Nogueira, Galvão Bueno, Zagalo, Juarez Soares, Arnaldo César Coelho, Juca Kfouri, Nelson Motta, Luis Fernando Veríssimo, Marcelo Tas e Ruy Castro? Na Sala do Rádio, o visitante houve a narração de grandes locutores esportivos nacionais, como Ary Barroso, Edson Leite, Waldir Amaral e Osmar Santos, só para citar alguns, que tanto emocionaram os ouvintes com suas narrações de gols marcantes e inesquecíveis. As gravações são originais e o público pode escolher a locução que desejar através de um dial, como se estivesse escolhendo a rádio que gostaria de ouvir. Para quem não troca por nada ouvir a narração de um jogo pelo rádio ao invés de assistir a partida na televisão, esse setor é imperdível.

O grito da torcida, a vibração na hora de um gol e os cânticos dos torcedores são os grandes protagonistas na Sala da Exaltação. Trinta torcidas são homenageadas neste setor. Impossível ficar indiferente ao ruído que vem dos monitores de televisão, das imagens que surgem na tela. É como se o visitante estivesse no meio da torcida. É de arrepiar.

A Sala das Origens é um revival, já que estão reunidos quadros com fotos tiradas no século passado, a grande maioria em preto e branco. As fotos antigas (mais de 400) mostram como era o Brasil quando o futebol chegou ao país, trazido pelas mãos de Charles Miller. Naquele tempo, o futebol era jogado somente pela elite. Através das fotos, o visitante também é informado sobre o início da profissionalização do futebol no país e a aceitação de atletas negros nos clubes de futebol. Os modos e os costumes brasileiros do final do século XIX até 1930 também são retratados nesta sala expositiva.

O som do silêncio é o que as pessoas escutam e presenciam ao entrar no túnel da Sala Rito de Passagem. Um vídeo mostra a alegria dos brasileiros e depois a angústia dos torcedores no Maracanã na final da Copa do Mundo de 50. Alegria pelo Brasil estar vencendo o Uruguai por um a zero e depois a angústia e a apreensão pelo empate do Uruguai. Mas até ali, o Brasil ainda sairia campeão do mundo. Mas, eis que Ghiggia marca o segundo gol do Uruguai. Ouve-se então o som do silêncio nas arquibancadas. Era o Maracanazo marcando para sempre uma geração de torcedores-sofredores. Um duro golpe que ainda hoje não se consegue esquecer. Até quem não viveu o Maracanazo e nem era nascido é capaz de se emocionar com as imagens daquele 16 de Julho de 1950.

No Museu do Futebol não pode faltar a Sala das Copas do Mundo, não é mesmo? Através de totens com fotos (1.500, todas identificadas com legendas) e vídeos, o visitante passeia por todas as Copas do Mundo que foram realizadas até hoje. São registros inesquecíveis que se perpetuam ao longo do tempo. As conquistas do Brasil em Copas do Mundo estão registradas através de estrelinhas ao lado do ano correspondente às vitórias (1958, uma estrela; 1962, duas estrelas; 1970, três estrelas; 1994, quatro estrelas, e 2002, cinco estrelas), assim como em vídeos e fotos.

Pelé e Garrincha ganharam uma homenagem em especial no museu. Uma sala somente para eles, dois dos grandes ídolos brasileiros. Fotos que registraram jogadas perfeitas e lances inesquecíveis de Pelé e Garrincha podem ser relembrados por quem os viu jogar, ou serem descobertos por quem nem ainda havia nascido. Sem dúvida, uma seleção do melhor de alguns dos melhores jogadores do século passado.

Na Sala dos Números e Curiosidades, enormes placas revelam curiosidades sobre o mundo do futebol, aqueles recordes que você nem imaginava que existia, como, por exemplo, a maior goleada do futebol brasileiro, Botafogo 24 x 0 Mangueira. Isso aconteceu no Campeonato Carioca de 1909. Outra curiosidade é que em 1954, durante jogo entre Portuguesa SP 3 X 1 Botafogo RJ, pelo torneio Rio – São Paulo, 22 jogadores foram expulsos após uma briga generalizada. Há ainda informações sobre táticas de jogo, superstições… A evolução das bolas de futebol também pode ser conhecida pelo público, assim como o desenvolvimento das chuteiras.

Quase no fim do passeio pelo Museu do Futebol, o visitante se depara com a visão do campo do Estádio do Pacaembu a partir da arquibancada.

A interatividade não para. Quem não gostaria de bater uma bolinha e brincar um pouco? No Museu do Futebol é permitido que as crianças joguem um pouquinho, mas detalhe, a bola é virtual. Em outro ponto do museu, as crianças podem cobrar pênaltis e descobrir a velocidade de seus chutes.

Além das exposições permanentes, o Museu do Futebol organiza mostras temporárias. Todas relacionadas ao futebol, é claro. O museu disponibiliza ainda o Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB), inaugurado em setembro de 2013, composto por uma biblioteca pública e uma midiateca.

Um museu tão importante como este não poderia deixar de fora quem tem problemas de acessibilidade. Há elevadores para cadeirantes e pessoas com dificuldades de locomoção, escadas fixas e rolantes e banheiros acessíveis em todos os andares. Foi colocado ainda um piso tátil para que os deficientes visuais ou pessoas com baixa visão possam se orientar melhor pelo museu e percorrer sem problemas a exposição permanente. Maquetes táteis, imagens em relevo de jogadores como Pelé e Garrincha e textos em braille também estão disponíveis para os deficientes visuais. E para os surdos, um telefone especial para eles. Na parte de fora do museu, há vagas exclusivas para pessoas com deficiência no estacionamento da Praça Charles Miller.

Viu como o Museu do Futebol pode te surpreender com tantas atrações? Por isso, não vá com pressa e faça a visita com calma para saber todos os detalhes da história do futebol, para apreciar momentos marcantes de seus ídolos, para se emocionar com os lances inesquecíveis e se arrepiar com o canto da torcida e o grito de gol.

Horário de Funcionamento:
Terça a domingo
9h às 17h (com permanência até as 18h)

Obs1: O Museu não abre às segundas-feiras.

Obs2: Nos dias de jogos no Estádio do Pacaembu o horário de visitação é diferenciado.

Preço do Ingresso:
Inteira – R$ 6,00
Meia-entrada – R$ 3,00 (válido para professores da Rede Pública aposentados, estudantes com carteirinha, maiores de 60 anos e aposentados, mediante comprovação).

Gratuito – crianças até 7 anos não pagam (é preciso apresentar documento de identidade). O bilhete também é gratuito para professores da Rede Pública (Municipal, Estadual ou Federal) com apresentação de holerite impresso e com data máxima de um mês anterior à realização da visita além de pessoas com deficiência (a gratuidade é estendida para 1 acompanhante).

Gratuito – aos sábados para todos os visitantes

Obs1: O Museu do Futebol disponibiliza audioguia para estrangeiros nos idiomas inglês, espanhol e português. Pessoas cegas também podem contar com audioguia.

Obs2: Há totens informativos em português, inglês, espanhol e Braille em todas as salas do Museu.

Obs3: O museu disponibiliza visitas educativas com duração média de 1h e 30 minutos. Se a visita for mediada por educadores do Museu, a Instituição interessada deve entrar em contato com o Núcleo de Ação Educativa através do telefone (11) 3661-2273, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12h30, exceto feriados. Vale destacar que a agenda é aberta a partir do primeiro dia útil de cada mês para as intenções de visita do mês seguinte.

Obs4: O agendamento de visitas de grupos de 20 ou mais pessoas sem educador é obrigatório, com exceção de visitas nos finais de semana e dias de jogos, através do telefone (11) 3661-1407, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12h30, exceto feriados. Vale destacar que a agenda é aberta a partir do primeiro dia útil de cada mês para as intenções de visita do mês seguinte.

Como chegar:
De metrô:
A Estação Clínicas da Linha 2 – Verde do Metrô de São Paulo é a mais próxima.

De carro:
Vindo de carro, o motorista pode estacionar o veículo na Praça Charles Miller, onde está localizado o Museu do Futebol. O estacionamento é pago com a utilização do sistema Zona Azul. Uma folha custa R$ 5,00, e a validade é de 3 horas. O talão pode ser adquirido nos postos de venda que ficam na Bilheteria do Museu e na Banca de Jornal Pacaembu.

De bicicleta:
Há um paraciclo no museu, mas existem somente 12 vagas disponíveis. As vagas estão localizadas do lado direito da Bilheteria do Museu.

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