Museu Rodin (França)

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François-Auguste-René Rodin, mais conhecido como Auguste Rodin, foi um dos mais importantes escultores dos séculos XIX e XX. Seu nome foi eternizado na história das artes, e a cada nova geração se renova a admiração por seu trabalho. Nada mais justo então do que ter um museu dedicado às suas obras. Assim nasceu o Museu Rodin, em Paris, um dos mais visitados do mundo.

Inaugurado em 1919 no Hotel Biron, uma belíssima construção de arquitetura clássica (o prédio foi construído entre 1727 e 1737), o Museu Rodin guarda o valioso acervo do escultor, assim como pinturas de Vincent van Gogh, Claude Monet e Pierre-Auguste Renoir que ele tinha adquirido e, portanto, fazia parte de sua coleção particular. Muitas das obras de Rodin foram feitas no próprio hotel, já que ele usava o local como sua oficina e moradia (sua moradia oficial era na Villa des Brillants em Meudon, subúrbio de Paris). Posteriormente, Rodin ofereceu sua coleção completa de esculturas para o Estado francês, mas havia uma condição: transformar o prédio num museu, sendo este o guardião de grande maioria de suas obras.

Mais de 6.000 esculturas estão abrigadas no museu, porém em exposição estão cerca de 300 trabalhos da coleção de Rodin. E o mais interessante é que as obras estão espalhadas não só no interior do museu, mas também no lindo jardim que permeia a construção. Sem dúvida, um belo cenário para as esculturas que tão bem se adequam à paisagem natural. É lá que o visitante pode apreciar, por exemplo, a escultura em bronze “O Pensador”, a mais famosa obra do artista francês. Em tamanho natural. Outra escultura que merece a atenção do visitante, e que também está exposta no jardim, são “As Portas do Inferno” (em bronze). Vale a pena gastar um pouco mais de tempo para apreciar cada detalhe da obra. Afinal, integrante do movimento do realismo e do impressionismo, Rodin imprimia tal realidade, tal perfeccionismo às suas esculturas que é muito difícil não se impressionar quando vemos uma obra de arte do artista a nossa frente. As obras que representam o ser humano então são incríveis. Ele soube retratar o homem e a mulher com tanta fidelidade, com todos os detalhes do corpo, que é impossível não achá-lo um gênio da escultura.

Depois de passear pelo jardim, apreciar as obras expostas e se deparar com um belo espelho d´água, que completa o cenário externo do Museu Rodin, é hora de conhecer o local por dentro. No interior do prédio, uma das principais obras de Rodin que chama a atenção é “O Beijo”. Considerada por muitos uma escultura com um tom erótico, um casal de namorados ou, se preferir, de amantes, nús, se entrelaçam num beijo apaixonado. À título de curiosidade, Rodin produziu várias esculturas menores de “O Beijo” em barro, gesso e bronze antes de fazer a tão conhecida versão em mármore. Algumas destas obras menores estão expostas em museus fora da França, como no Museo Nacional de Bellas Artes, em Buenos Aires. Nas salas do museu, podem ser vistas ainda mais algumas esculturas famosas como “Mãos” e “O Segredo”. Outras obras em mármore feitas por Rodin e que estavam expostas no jardim, após sofrerem com a ação do tempo ao ar livre, foram transferidas para o interior do museu.

Andando pelo museu, o visitante ainda irá se deparar com obras de Camille Claudel, artista francesa, habilidosa escultora, assistente e ex-aluna de Rodin, com quem teve um romance tumultuado. Outro local que merece atenção de quem vai ao Museu Rodin é a Capela, que foi transformada em uma sala de exposição, e onde se encontram outras esculturas do mestre Auguste Rodin.

O Museu Rodin guarda ainda em seu acervo fotografias, aproximadamente 25 mil, sendo que 7.000 delas eram da coleção particular do escultor francês. Desenhista, Rodin teve também uma longa produção na arte do desenho, tendo criado cerca de 10 mil imagens, sendo que 7.000 delas estão no Museu Rodin. Muitos dos desenhos serviram de base para estudos e projetos que, posteriormente, se transformaram em esculturas ou monumentos. Apesar da fragilidade do papel com os desenhos, eles são mostrados ao público com certa frequência.

Horário de Funcionamento:
Terça a domingo
10h às 17h45 (Os últimos bilhetes são vendidos até às 17h15.)

Quarta-feira
10h às 20h45 (Última admissão às 20h15.)

Obs: O museu fica fechado no dia 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro. Nos dias 24 e 31 de dezembro, o museu fecha as portas às 16h45. O último bilhete pode ser adquirido às 16h15.

Preço do Ingresso: (2015)
Inteira – 7 €
Meia – 5 €
De 18 aos 25 (para quem é da União Europeia) – 5 €
De 18 aos 25 (para quem não é da União Europeia) – 5 €
Grupos de 10 a 25 pessoas – 5 € por pessoa

Jardim:
Inteira – 2 €
Meia – 1 €

Obs1: A entrada é gratuita para menores de 18 anos e para todos os visitantes no primeiro domingo de cada mês. Jovens menores de 26 anos residentes na União Europeia também não pagam.

Obs2: O museu disponibiliza um serviço de audioguia para as coleções permanentes e as exposições temporárias.
Audioguia para o museu e o jardim – francês, inglês, alemão e espanhol – 4 €
Audioguia para as famílias em francês e inglês – 3 €
Audioguia para um adulto e uma criança – 1,5 €
Exposição temporária na Capela – francês ou inglês, para adultos – 4 €
Para o museu, o jardim e a exposição temporária – francês ou inglês, para adultos – 6 €

Como chegar:
De metrô:
Estação Varenne (linha 13) ou Invalides (linha 13, linha 8)

De ônibus:
Linhas 69 – 82 – 87 – 92

RER (transporte ferroviário):
Invalides (linha C)

Vélib’ (sistema de serviço gratuito de empréstimo de bicicletas em Paris):
9, Boulevard des Invalides

De carro:
Estacionamento Boulevard des Invalides

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