Palacio do Planalto (Brasil)

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Visitar o Palácio do Planalto, a sede do Poder Executivo Federal, em Brasília, não significa que o turista vá encontrar com o presidente da República. Mesmo porque as visitas ocorrem somente aos domingos, dia em que o chefe do Poder Executivo não se encontra no local. Mas, isso não é motivo para ficar triste, afinal o prédio desenhado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer é referência em termos de arquitetura e, portanto, merece um olhar mais atento de quem vai a Brasília.

Saiba que, se você não puder visitar o Palácio do Planalto aos domingos, diariamente é realizada a troca da guarda do Palácio do Planalto, a cada duas horas, sendo a primeira às 8h, e a última do dia, às 18h. Com certeza uma atração a mais para os visitantes e moradores de Brasília. Outra cerimônia muito concorrida acontece a cada seis meses. É quando os Dragões da Independência e o Batalhão da Guarda Presidencial (BGP) trocam de lugar, ou seja, enquanto um assume a segurança do Palácio do Planalto e do Palácio do Jaburu (residência oficial do vice-presidente), o outro passa a se responsabilizar pela segurança do Palácio da Alvorada e da Granja do Torto. A troca da guarda é uma tradição militar que acontece, alternadamente, por um período de seis meses. O evento que conta com desfile de tropas e a execução do hino nacional acontece em frente à rampa do Palácio do Planalto.

Não se deve confundir o Palácio do Planalto com o Palácio da Alvorada. No primeiro, está localizado o Gabinete da Presidência da República (no terceiro andar do prédio), ou seja, é o local de trabalho do presidente do Brasil. Já o Palácio da Alvorada é a residência oficial do presidente da República. Desfeita a confusão, vamos à história do Palácio do Planalto.

Localizado na Praça dos Três Poderes, o Palácio do Planalto (foi chamado primeiramente de Palácio dos Despachos ou Palácio Presidencial) faz parte do projeto do Plano Piloto, ou seja, o projeto urbanístico elaborado pelo arquiteto e urbanista Lúcio Costa para a nova capital brasileira. Sua construção começou em 10 de julho de 1958, tendo ficado pronto dois anos depois para a inauguração da cidade de Brasília em 21 de abril de 1960, pelo então Presidente Juscelino Kubitschek. Foi, portanto, um dos primeiros edifícios construídos na capital. E é claro que o momento era de festa. Por isso, uma grande solenidade foi marcada para o dia, contando com a presença de vários chefes de Estado e de um grande público que lotou a Praça dos Três Poderes. Já dentro do Palácio do Planalto aconteceu o baile de inauguração da cidade, que contou com a presença de mais de 3.000 convidados.

Uma curiosidade. Antes da construção do Palácio do Planalto, a sede do Poder Executivo Federal funcionou no Palácio do Catetinho. O sobrado em madeira foi inaugurado em 31 de outubro de 1956, nos arredores de Brasília.

Mas, voltemos ao Palácio do Planalto. Ele tem 36 mil metros quadrados de área construída. Dividido em quatro andares (há ainda subsolos e anexos administrativos não visíveis), o Palácio do Planalto é um dos mais belos prédios de Brasília. No térreo fica a recepção do edifício, ou seja, é o local onde funciona o controle de entrada e a segurança. Impossível não observar mais atentamente no térreo a escultura “Espaço Circular em Cubo”, de Franz Weissman, e as três esculturas do artista nordestino Zezinho de Tracunhaém. Também pode ser vista a Galeria dos Presidentes da República, criada em 1989, em comemoração ao centenário da República. São duas fileiras com fotos de todos os presidentes, sendo que na primeira estão as fotos dos presidentes que despacharam no Palácio do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, a antiga capital. Já a segunda fileira mostra os presidentes que despacharam no Palácio do Planalto, a partir de Juscelino Kubitschek. Exposições promovidas pelo Governo Federal podem ser conferidas no térreo do Palácio do Planalto.

O segundo andar é composto por quatro grandes ambientes: o Salão Nobre, também conhecido como o salão dos espelhos; o Salão Oeste; o Salão Leste e a Sala de Reunião Suprema. No Salão Nobre, o maior salão do palácio, são realizadas as grandes cerimônias, podendo contar com até 1.000 convidados. É neste salão onde ocorre a cerimônia de posse de presidentes. Já no Salão Oeste, acontecem os eventos de médio porte, com a presença entre 300 e 500 pessoas. Normalmente, é neste salão que são realizados os eventos de temática internacional como, por exemplo, as cerimônias de entrega de credenciais de diplomatas estrangeiros. O grande destaque do Salão Oeste é um enorme painel de Roberto Burle Marx, de 1972. No Salão Leste, os presidentes assinam decretos ou atos que irão influenciar a vida cotidiana do país. A posse de ministros de Estado também é realizada neste local. E, por último, a Sala de Reunião Suprema onde acontecem as reuniões ministeriais, governamentais e presidenciais. Muitas decisões sobre o destino do Brasil são tomadas diante de uma imponente mesa oval.

Para chegar ao terceiro andar, basta subir a rampa em curva desenhada por Oscar Niemeyer. É no mezanino do Palácio, uma enorme área de espera e circulação, onde os visitantes ficam aguardando o momento de serem recebidos por representantes do governo em encontros oficiais. A decoração é basicamente formada por mobiliário modernista concebido por designers brasileiros. Outro destaque são as obras de artistas como Di Cavalcanti (“As Mulatas”), Franz Krajcberg (“Galhos e Sombras”) e Firmino Saldanha (“Palácio do Planalto”). Já no corredor do terceiro andar foi criada uma galeria de arte com obras, em sua maioria, do concretismo e do neoconcretismo brasileiro. E no final do corredor, chega-se ao Gabinete Presidencial, o real local de trabalho do presidente da República, onde são realizadas reuniões e despachos. O mobiliário é da década de 1940 e 1960. O gabinete tem dois anexos: a Sala de Reuniões e a Sala de Audiências. Na Sala de Reuniões, o presidente recebe assessores e ministros. Já os encontros formais entre o presidente e os Chefes de Estado e de Governo acontecem na Sala de Audiências.

E, por fim, chega-se ao quarto andar do Palácio do Planalto. O grande destaque deste local são os dois painéis de azulejos do artista plástico Athos Bulcão, um busto de Tiradentes, de Bruno Giorgi, a tapeçaria de Alberto Nicola, e a obra “Cena Indígena”, de Giovanni Oppido.

Devido à deterioração do prédio, o Palácio do Planalto passou por uma ampla restauração em 2010. Além da restauração do prédio principal, foi necessária uma reforma na parte interna do prédio, com a revisão e a substituição das partes elétrica e hidráulica, entre outras. Outra mudança foi com relação ao mobiliário da presidência, que foi modificado visando a reconstrução integral do ambiente palaciano dos primeiros anos da capital.

Famoso por criar obras onde o destaque são as curvas, para este projeto, Oscar Niemeyer priorizou os traços horizontais. No entanto, lá estão também as curvas e retas. Repare bem, por exemplo, nas colunas longitudinais.

Revestido de mármore branco, a fachada principal está voltada para a Praça dos Três Poderes. No centro, uma rampa inspirada nas construções medievais dá acesso à entrada principal e ao salão nobre. No entanto, essa rampa não é usada diariamente pelo presidente. Próximo à rampa fica o parlatório, local onde são realizados pronunciamentos presidenciais e acontecimentos especiais.

Ainda na parte externa, pode-se observar os jardins de autoria do paisagista Roberto Burle Marx, assim como um espelho d´água que foi construído em frente e na lateral direita do prédio, em 1991. Com aproximadamente 1.635 metros quadrados, o lago comporta 1.900 metros cúbicos de água, tem profundidade de 1m10cm de uma largura que varia de 5 a 20 metros. Carpas coloridas de origem japonesa são a grande atração do espelho d´água.

Horário de Funcionamento:
Domingo
9h30 às 14h

Obs1: Os grupos são formados por, no máximo, 30 pessoas (é por ordem de chegada), que acompanhadas por um Relações Públicas visitam as dependência do Palácio do Planalto. Durante a visita que dura aproximadamente 30 minutos, os turistas recebem informações sobre a história do prédio e também sobre as obras de arte que se encontram nas dependências do Palácio do Planalto. Não é necessário agendamento.

Obs2: Há um programa de visitação específico para as crianças que frequentam o ensino fundamental do DF e regiões próximas. Ele é voltado para as escolas públicas e privadas, abrangendo crianças que cursam o 4º e o 5º ano do Ensino Fundamental. A cada visita a média é de 42 alunos que podem estar acompanhados por até 03 professores. No caso da visita escolar é preciso oficializar o pedido através de e-mail: COREP (corep@presidencia.gov.br). Ou se preferir, agendar a visita através do número do FAX: (61) 3226-0321.

Preço do Ingresso:
Gratuito

Como chegar:
De ônibus:
As linhas 152, 152.2, 152.3, 108, 108.3, 108.5, 161 e 162 passam pela Esplanada dos Ministérios e pela Praça dos Três Poderes.

De micro-ônibus (zebrinha):
As linhas 07, 08, 11, 16, 24, 25, 31, 32 e 113 passam pela Esplanada dos Ministérios e pela Praça dos Três Poderes.

De ônibus a partir da rodoviária:
Ao chegar à estação da Rodoviária do Plano Piloto (ponto final), pegue um dos ônibus que passam pela Praça dos Três Poderes: 108, 108.3 e 108.5.

Do aeroporto:
A linha executiva de ônibus 113 parte do aeroporto de Brasília e passa pela Praça dos Três Poderes.

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