Parthenon (Grécia)

parthenon

Um templo dedicado à deusa Athena. Esse é o Parthenon, o mais conhecido e importante edifício da Grécia Antiga, construído no século V a.C. na Acrópolis da cidade de Atenas. Localizado no alto de uma montanha, a construção do monumento foi uma iniciativa de Péricles, um dos principais governadores e líder democrático de Atenas na Grécia Antiga. O Parthenon substituiu o antigo templo de Athena, destruído na invasão persa em 480 a.C.. Sua função na Grécia Antiga era ser utilizado como uma tesouraria, um caixa-forte, onde eram guardadas moedas e metais preciosos.

Os arquitetos Ictinus e Calícrates foram os responsáveis pelo projeto de construção do monumento, baseado na arquitetura dórica, uma das mais antigas artes gregas, que pode ser diferenciada de outros tipos de arquitetura devido a utilização de colunas caneladas, de molde redondo com uma placa quadrada em cima.

O escultor Fídias foi quem liderou a equipe de arquitetos e artistas que iniciaram a construção do monumento. Foram quinze anos de obras até o Parthenon ficar pronto, sendo a obra realizada entre os anos de 447 a.C. a 432 a.C.

No interior do Parthenon havia uma estátua de Atena, de madeira, cujo acabamento era em ouro e marfim. Tinha cerca de 12 m de altura. Infelizmente, ela já não existe mais. Além das estátuas, o monumento também era decorado com frisos e frontões.

Ao longo dos anos, o Parthenon sofreu algumas transformações. No século VI d.C., por exemplo, o monumento foi convertido numa igreja cristã dedicada à Virgem Maria. Séculos depois, mais precisamente no século XV, por volta do ano de 1460, o Parthenon foi transformado em uma mesquita muçulmana, após a conquista dos turcos otomanos na região. Um minarete foi adicionado à construção.

No ano de 1687, o pior aconteceu. Tropas de Veneza atacaram Atenas e tentaram expulsar os muçulmanos da região. Durante um bombardeio no dia 28 de setembro daquele ano, grande parte do Parthenon foi destruída. Isso aconteceu porque os turcos guardavam munições dentro do prédio, utilizando o local como depósito de pólvora. Houve um estrago profundo na estrutura interna do monumento que foi demolida, o telhado caiu, colunas foram ao chão e muitas estátuas não resistiram ao bombardeio.

Felizmente, nem tudo estava perdido, pelo menos era o que se pensava. No ano de 1806, o diplomata britânico Thomas Bruce, 7.° Conde de Elgin, recebeu autorização do Império Otomano para remover algumas estátuas para Londres. Elas então foram retiradas da Acrópole e levadas para a Inglaterra. Em 1816, as obras conhecidas como Mármores de Elgin, ou o Tesouro de Elgin, foram vendidas para o Museu Britânico, em Londres, onde se encontram até hoje. O governo da Grécia já solicitou ao governo inglês que as estátuas sejam devolvidas, mas os britânicos até o momento não se mostram favorável a essa resolução.

Esculturas do Parthenon também estão no Museu do Louvre, em Paris. Já outras obras que sobreviveram ao bombardeio estão no Museu da Acrópole, em Atenas, e algumas poucas ainda estão no que restou do Parthenon.

Séculos depois, o Parthenon, assim como outros símbolos da Grécia, ainda é um dos monumentos culturais mais importantes da humanidade. Não é à toa que as ruínas do Parthenon continuam sendo um dos pontos turísticos mais visitados da Grécia e do mundo.

Horário de Funcionamento:
1 de novembro a 31 de abril
8h às 17h

1 de maio a 31 de outubro
8h às 20h

Preço do Ingresso: (2015)
Bilhete único combinado – 12  € (Acrópole + Ágora Antiga e o Areópago + Museu da Ágora + Museu Arqueológico de Kerameikos + Biblioteca de Adriano + Templo de Zeus)

Como chegar:
De metrô:
Estação de metrô Acrópolis (linha vermelha).

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