Portugal

O início da história de Portugal está ligada à da Espanha, já que os dois países faziam parte da Península Ibérica. Romanos, visigodos e mouros foram alguns dos povos que andaram por aquela região.

O início da invasão da Península Ibérica pelos romanos, por exemplo, se deu em 218 a.C. durante a Segunda Guerra Púnica, entre Roma e Cartago, duas potências que disputavam o Mar Mediterrâneo.

Depois, os romanos criaram a província da Lusitânia (o nome é atribuído aos povos lusitanos que viviam na região desde o período Neolítico – Idade da Pedra Nova ou da Pedra Polida), no século II a. C.. Ela ficava situada no que hoje é o território português ao sul do rio Douro e à estremadura espanhola. A capital era Emerita Augusta, atual Mérida, na Espanha.

A Península Ibérica começou a ser ocupada por povos germânicos (também conhecidos como povos bárbaros), após o declínio do Império Romano no século V. Entre eles, suevos, vândalos, asdingos, alanos e visigodos. Aliás, os visigodos foram chamados pelos romanos para expulsar os outros invasores. Os visigodos chegaram a fundar um reino, assim como os suevos. Os dois primeiros reinos cristãos da Europa.

A partir do século VIII, foi a vez dos mouros conquistarem o território e expulsarem os visigodos. Com os muçulmanos dominando a região, restou aos cristões visigodos fugirem para o norte e se estabeleceram na região montanhosa das Astúrias, local que já havia se libertado do domínio mouro. Começava ali a nascer o movimento de reconquista de territórios, e também o surgimento de pequenos reinos, como os de Navarra, Aragão, Reino de Leão, Galiza e Castela.

Quando estava em curso o processo de reconquista, de recuperação dos territórios invadidos pelos árabes pelos ibéricos cristãos, foi formado o Condado Portucalense, território que ficava entre os rios Douro e Minho. Henrique de Borgonha foi nomeado Conde de Portugal e o responsável pelo Condado Portucalense.

Com a morte de Henrique de Borgonha, sua esposa Teresa de Leão tentou alargar os seus domínios, mas entrou em choque com seu filho Afonso Henriques que era contrário a união galego-portuguesa. Em 1128, após lutar contra a sua mãe, Afonso Henriques passou a ser o governante do Condado Portucalense. Após algumas batalhas para conquistar territórios que ainda eram de muçulmanos, Afonso Henriques (ou Afonso I de Portugal) foi aclamado rei de Portugal em 1139. A capital do reino era Coimbra.

A independência de Portugal, no entanto, somente foi reconhecida pelos reinos de Leão e Castela, em 1143, através do Tratado de Zamora. E anos mais tarde, em 1179, o papa reconheceu a independência de Portugal.

Durante alguns anos, o trono de Portugal esteve ameaçado pelas forças castelhanas. A dinastia Borgonha ainda estava no poder, porém com a Batalha de Aljubarrota, em 1385, quem se consolidou no reinado português foi D. João I, Mestre de Avis. Foi ele quem conduziu as tropas portuguesas que, com a ajuda dos ingleses, derrotou os castelhanos. Assim, João I de Portugal se tornava o décimo Rei de Portugal e o primeiro da Dinastia de Avis.

Ao final da guerra, iniciava-se o processo de expansão e os portugueses partiram para as conquistas além-mar. Começava a época dos Descobrimentos com a conquista de Ceuta, na África, em 1415. Depois, em 1418/19 chegaram ao arquipélago da Madeira e, em 1427, aos Açores. Cabo Verde foi descoberta em 1456. No ano de 1498, o navegador e explorador português Vasco da Gama chegou à Índia. E, em 1500, Pedro Álvares Cabral desembarcava no Brasil. O Estado Português da Índia foi conquistado em 1510. A capital era Goa.

O Império Português se expandia, e o país fixava colônias em Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné (atual Guiné-Bissau) e Timor-Leste.

Em 1511, os portugueses chegavam à Malaca, na Malásia. Eles também aportavam nas Ilhas Molucas, na Indonésia, em 1512, e na China em 1513. Também no século XVI, os comerciantes portugueses chegavam ao Japão. E com a autorização dos chineses, eles se estabeleceram em Macau. Isso no ano de 1557.

Em meio a descobrimentos e novas rotas comerciais, Portugal enfrentava uma crise, já que o rei D. Sebastião I (décimo sexto rei de Portugal) morrera em 1580 sem deixar descendentes. Foram dois anos de disputa pelo trono português entre três netos de D. Manuel I de Portugal (décimo quarto rei do país): Catarina, duquesa de Bragança, Felipe II de Espanha e António de Portugal, Prior do Crato. Com a vitória de Felipe II sobre António de Portugal, iniciava-se a dinastia Filipina ou dinastia de Habsburgo em Portugal. Vale lembrar que naquele tempo Portugal e Espanha eram unidos e, por isso, o Rei de Espanha era simultaneamente o Rei de Portugal.

A tentativa da anulação da independência do Reino de Portugal (1139-1910) fez com que houvesse uma revolta que culminou na Restauração da Independência, em 1º de dezembro de 1640. A luta organizada pelos Quarenta Conjugados (homens da nobreza e alta burguesia) era contra a dinastia Filipina castelhana que queria se apropriar do Reino de Portugal. Os portugueses obtiveram êxito, destituíram os Habsburgo e aclamaram D. João IV (vigésimo primeiro rei de Portugal), da dinastia de Bragança, como o rei de Portugal. É o fim da dinastia dualista Filipina e o início dos Bragança na monarquia.

Em seguida, ocorre a Guerra da Restauração. Os reinos de Portugal e Espanha entram em confronto durante 28 anos (1640-1668). Portugal sai vencedor, e, finalmente, através do Tratado de Lisboa de 1668, a Espanha reconhece a independência de Portugal. O acordo foi assinado por Afonso VI de Portugal e Carlos II de Espanha.

Foi no reinado de José I que se destacou Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal. Foi ele quem, como primeiro-ministro português, ficou a frente da reconstrução de Lisboa após um violento terremoto em 1755. O Marquês de Pombal promoveu reformas na administração portuguesa. No entanto, ele também tomou atitudes controversas como acabar com as escolas de jesuítas em Portugal e nas suas colônias. Com a morte do rei D. José I, o Marquês de Pombal foi destituído de seu cargo pelos novos monarcas D. Maria I de Portugal e seu marido Dom Pedro III.

Chegado o século XIX, Portugal se vê as voltas com mais um confronto, desta vez com os franceses. Napoleão Bonaparte, Imperador da França, queria que Portugal participasse do Bloqueio Continental à Inglaterra, impedindo que o país tivesse acesso a portos que estavam submetidos ao domínio do Primeiro Império Francês. Como Portugal se recusou a obedecer Napoleão Bonaparte, o país foi invadido pelos franceses. O ano foi 1807.

Quando os franceses chegaram a Lisboa em 1º de dezembro de 1807, a corte portuguesa já tinha fugido para o Brasil. Os britânicos, aliados dos portugueses, ajudaram a expulsar os franceses do país.

Com Dom João VI reinando do Brasil, começava em 1820 um movimento em Portugal para que o país adotasse uma constituição. Assim, em 1822, as Cortes Constituintes (parlamento português) aprovaram a primeira Constituição, iniciando o começo da Monarquia Constitucional de Portugal. Haveria uma divisão dos poderes – legislativo, executivo e judiciário -, onde a chefia de Governo ficaria a cargo de um primeiro-ministro, de um Presidente do Governo ou de um presidente do Conselho de Ministros. Já o rei teria função simbólica, seria o chefe de Estado.

A instabilidade que reinava em Portugal com o governo monárquico fez com que os defensores da república iniciassem um movimento, em Lisboa, para destituir a monarquia constitucional. Assim, em 5 de outubro de 1910 era proclamada a República Portuguesa. E D. Manuel II partia para o exílio na Inglaterra. Já a Constituição portuguesa foi aprovada em 1911.

O início da Primeira República durou somente até 1926, quando o golpe de estado de 28 de maio de 1926 pôs fim ao período da Primeira República Portuguesa. Começava ali um regime de ditadura militar que duraria 48 anos, chamado de Ditadura Nacional, e, posteriormente, de Estado Novo (de inspiração fascista), quando da aprovação da Constituição de 1933. O primeiro presidente eleito da ditadura militar portuguesa foi Óscar Carmona.

O principal nome desse período da política portuguesa foi António de Oliveira Salazar, que liderava o país através da União Nacional, único partido existente. Após o golpe, ele foi primeiramente Ministro das Finanças, sendo depois Presidente do Ministério (chefe de governo, de 1932-1933) e Presidente do Conselho de Ministros (chefe de governo, de 1933-1968), cargo que ocupou até ser retirado do poder devido à lesões cerebrais sofridas devido a queda de uma cadeira.

Foi durante o governo de Salazar que eclodiu a Guerra Colonial na década de 1960. Tropas portuguesas foram enviadas a Angola (1961-1974), Guiné-Bissau (1963-1974) e  Moçambique (1964-1974) para lutar contra os movimentos que desejavam a independência dos países africanos de Portugal. A declaração de independência das colônias ultramarinas foi conquistada somente após a Revolução dos Cravos. Portugal também perderia os territórios portugueses (Goa, Damão e Diu) que havia conquistado na Índia, quando as forças armadas da Índia anexaram o Estado Português da Índia, em 1961.

Depois de muitas lutas armadas, um dos capítulos mais bonitos da história de Portugal ocorreu em 25 de abril de 1974, data em que aconteceu a Revolução dos Cravos.

Depois de 68 anos de regime ditatorial, era Marcelo Caetano, o último Presidente do Conselho do Estado Novo, que estava no poder. Ele substituiu Salazar, ficando no poder de 1968 até 1974.

No quartel da Pontinha, em Lisboa, um grupo de capitães do exército elaborava um golpe de estado. Assim, no dia 25 de abril de 1974, militares saíram de vários quartéis e levaram seus tanques para as ruas em direção ao Terreiro do Paço e ao Quartel do Carmo, no centro de Lisboa. No Quartel do Carmo estava Marcelo Caetano que, acuado, se rendeu ao final do dia. Era o fim da ditadura portuguesa. E a volta à democracia.

Durante o golpe, alguns tiros foram disparados pela PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), a polícia política que atuava na ditadura, em frente às suas instalações em Lisboa. Quatro pessoas morreram. No mais, não foram registrados outros incidentes.

Confira os monumentos de Portugal:

Castelo de São Jorge
Torre de Belém
Mosteiro da Batalha
Sinagoga de Tomar

Localização: Continente europeu
Capital: Lisboa
Idioma: Português
Moeda: Euro
Sistema de Governo: República semipresidencialista, com Presidente e Primeiro-Ministro
Área: 92.090 km² (incluindo os arquipélagos da Madeira e dos Açores)
Principais Cidades: Lisboa, Porto, Viseu, Sintra, Coimbra, Braga, Fátima, Évora, Viana do Castelo, Faro, Setúbal, Aveiro
Número da população portuguesa (2013): 10,46 milhões (Fonte: Banco Mundial)
Países de fronteira com Portugal: Espanha
Código telefônico internacional: + 351
Sufixo de internet: .pt

À título de curiosidade, algumas expressões em português lusitano:

Autocarro – Ônibus
Eléctrico – Bonde
Comboio – Trem
Descapotável – Carro conversível
Paragem – Ponto de ônibus
Portagem – Pedágio
Carta de condução – Carteira de motorista
Peão – Pedestre
Passadeira – Faixa de pedestres

Rapariga – Moça
Miúdo – Criança
Gira (o) – Bonita (o)
Piropo – Cantada
Fixe/Porreira – Legal/bacana

Pequeno almoço – Café da manhã
Sandes – Sanduíche
Bifana – Bife no pão
Bica – Cafezinho
Sumo – Suco
Gelado – Sorvete
Rebuçado – Bala
Chávena – Xícara
À borla – Grátis

Telemóvel – Celular
Casa de banho – Banheiro
Montra – Vitrine
Calça de ganga – Calça jeans
Camisola – Camiseta de manga comprida

Carteira de Identidade – Bilhete de Identidade
Banda desenhada – História em quadrinhos